UFU se destaca no empreendedorismo universitário com rede de empresas juniores

Universidade aparece em 15º em ranking nacional e aposta em mais de 30 EJs para aproximar estudantes do mercado; UFTM também figura na lista

, em Uberlândia

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A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) aparece na 15ª posição do ranking nacional de instituições mais empreendedoras do Brasil, segundo o Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE) 2025, elaborado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). O desempenho coloca a universidade entre os principais polos de inovação acadêmica do país, impulsionada, sobretudo, pela forte atuação das empresas juniores (EJs). Já a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) ocupa a 37ª colocação no levantamento.

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Empresas juniores da UFU oferecem serviços reais à comunidade e funcionam como porta de entrada para o mercado de trabalho – Crédito: Milton Santos/Dirco

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O estudo mostra como universidades e institutos federais se estruturam para estimular o empreendedorismo no ambiente acadêmico. O levantamento é divulgado a cada dois anos ela Brasil Júnior e busca contribuir para a melhoria da vivência universitária e da qualidade do ensino superior brasileiro.

Na prática, esse reconhecimento se materializa em iniciativas como as empresas juniores, associações sem fins lucrativos geridas por estudantes e voltadas à prestação de serviços e desenvolvimento de projetos reais. Na UFU, são mais de 30 EJs distribuídas em diversas áreas do conhecimento, que funcionam como uma ponte direta entre a formação acadêmica e o mercado de trabalho.

“As empresas juniores são como pequenas startups que formam bons profissionais antes mesmo de se formarem”, afirmou Leonardo Piau, ex-diretor-presidente da Communicare, EJ do curso de Jornalismo. Segundo ele, a vivência prática contribui para que os estudantes desenvolvam habilidades técnicas e comportamentais ainda durante a graduação.

Empreendedorismo universitário

Além de oferecer consultorias e soluções a preços mais acessíveis que os do mercado, as EJs reinvestem integralmente os recursos arrecadados em capacitação e infraestrutura. O modelo favorece tanto a formação dos alunos quanto o atendimento a pequenos empreendedores e organizações da sociedade civil.

Entre os exemplos mais consolidados está a Conselt, empresa júnior das engenharias Elétrica e Biomédica, criada em 1997. Com mais de mil ex-integrantes, a associação mantém atualmente dezenas de membros e trainees. “Priorizamos o desenvolvimento do estudante para que ele chegue ao mercado mais preparado e seguro”, explicou a diretora-presidente Bianca Marques Ribeiro.

A expansão das empresas juniores na UFU também revela uma mudança de perfil dentro da universidade. Cursos tradicionalmente afastados do universo empresarial passaram a integrar o movimento, como Educação Física, Fisioterapia e Artes Visuais. Para Maria Eduarda Hathenher, vice-presidente da Husport, a experiência vai além do currículo. “Aprendemos a trabalhar em equipe, gerenciar o tempo e construir uma rede de contatos que faz diferença na carreira”, disse.

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No campo da tecnologia, a ASCII, empresa júnior da Faculdade de Computação, exemplifica como a prática pode impactar diretamente o mercado. Criada em 2019, a EJ desenvolve soluções digitais para empresas da região, como sistemas, aplicativos e automações. Um dos projetos recentes reduziu de uma hora para poucos minutos o tempo de execução de uma tarefa operacional de um cliente.

Criada em 2019, a ASCII, Empresa Júnior da Faculdade de Computação (Facom/UFU), é voltada aos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação – Crédito: Imagem de arquivo/Divulgação

Para o estudante Murilo Beppler, presidente da ASCII, o diferencial está na experiência concreta. “Muita gente sai da faculdade sem nunca ter feito um projeto real. Aqui, o aluno aprende fazendo, lidando com clientes e desafios de verdade”, afirmou.

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O modelo de empresas juniores surgiu na França, em 1967, e chegou ao Brasil no fim dos anos 1980. Desde então, o país se tornou o maior polo do movimento no mundo, com mais de mil organizações. Regulamentadas por lei desde 2016, as EJs são hoje um dos principais instrumentos de estímulo ao empreendedorismo no ensino superior.

Confira o Top 10 nacional no ranking da Brasil Júnior 2025

1º- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
2º- Universidade de São Paulo (USP)
3º- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
4º- Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
5º- Universidade Federal de Viçosa (UFV)
6º- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
7º- Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
8º- Universidade Federal de Lavras (UFLA)
9º- Universidade do Vale do Taquari (Univates)
10º- Universidade de Brasília (UnB)

Minas Gerais

Três universidades do estado estão entre as cinco do país mais empreendedoras, incluindo a Universidade Federal de Minas Gerais (3º lugar), a Universidade Federal de Itajubá (4º) e a Universidade Federal de Viçosa (5º). A Universidade Federal de Lavras também aparece no top 10.

Classificação das universidades de Minas Gerais no estudo:

3º Universidade Federal de Minas Gerais
4º Universidade Federal de Itajubá
5º Universidade Federal de Viçosa
8º Universidade Federal de Lavras
15º Universidade Federal de Uberlândia
18º Universidade Federal de Juiz de Fora
26º Universidade Federal de Ouro Preto
38º Universidade Federal do Triângulo Mineiro
40º Universidade Federal de Alfenas
46º Universidade de Uberaba
52º Universidade Estadual de Montes Claros
62º Universidade do Estado de Minas Gerais
64º Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri