SESI Uberlândia capacita 100 profissionais para atender alunos com deficiência; veja o que será ensinado

Oficinas realizadas na UFU abordam Libras, audiodescrição, impressão 3D, adaptação de atividades pedagógicas e uso de cadeira de rodas no ambiente educacional

, em Uberlândia

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Uberlândia recebe, nesta quinta-feira (15), uma capacitação voltada à inclusão de pessoas com deficiência no ambiente educacional. Cerca de 100 profissionais do Serviço Social da Indústria (SESI) de Uberlândia participam de cinco oficinas no Laboratório de Tecnologia Assistiva da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o CINTESP, com atividades previstas até as 17h.

Uberlândia deficiencia
Profissionais do SESI Uberlândia participam de capacitação sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência, com oficinas e adaptação de atividades pedagógicas na UFU – Créditos: Freepik/Reprodução

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A formação reúne professores, pedagogos, auxiliares administrativos e motoristas da instituição. O objetivo é ampliar o conhecimento desses profissionais sobre acessibilidade e apresentar recursos e estratégias que contribuam para o atendimento de alunos com deficiência.

Veja o que será ensinado nas oficinas em Uberlândia

A programação contempla cinco áreas relacionadas à acessibilidade e à inclusão no cotidiano escolar:

  • Libras: comunicação em Língua Brasileira de Sinais e interação no contexto educacional;
  • Impressão 3D: planejamento e produção de recursos assistivos para auxiliar pessoas com deficiência;
  • Adaptação pedagógica: adequação de atividades para atender às necessidades de alunos com deficiência;
  • Audiodescrição: descrição de imagens e conteúdos visuais para ampliar o acesso à informação;
  • Uso de cadeira de rodas: orientações relacionadas à mobilidade e à utilização do equipamento.

As atividades combinam conhecimentos sobre tecnologia assistiva e práticas de acessibilidade que podem ser aplicadas no ambiente educacional e em situações da vida diária.

Tecnologia assistiva e inclusão no ambiente escolar

A capacitação também aborda o uso de ferramentas que ajudam a reduzir barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência. A tecnologia assistiva abrange recursos, equipamentos e estratégias destinados a ampliar a autonomia, a participação e a funcionalidade dessas pessoas em diferentes atividades.

No contexto escolar, esses recursos podem contribuir para tornar conteúdos pedagógicos mais acessíveis, facilitar a comunicação entre alunos e profissionais e favorecer a participação dos estudantes nas atividades.

A audiodescrição, por exemplo, transforma informações visuais em descrições verbais. Já a impressão 3D permite produzir materiais adaptados a determinadas necessidades, enquanto a Libras é utilizada na comunicação com pessoas surdas que fazem uso da língua.

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Libras é reconhecida legalmente no Brasil desde 2002

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão no Brasil pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

A legislação representou um marco para a comunidade surda e para a promoção da acessibilidade comunicacional no país. O reconhecimento legal, porém, não torna a Libras uma segunda língua oficial do Brasil: o português permanece como língua oficial nacional, conforme a Constituição Federal.

A formação promovida em Uberlândia reúne esse eixo de comunicação a outras práticas de acessibilidade, com foco na preparação dos profissionais para lidar com diferentes necessidades no ambiente educacional.

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