O que acontece se você não pagar o Fies? Entenda os riscos e consequências

Estudantes podem ter seus nomes negativados, o que impacta diretamente o acesso ao mercado financeiro; além disso, os contratos podem ser judicializados

, em Uberlândia

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Atrasar ou simplesmente deixar de pagar a dívida com o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superio (Fies) pode trazer uma série de complicações e não apenas no bolso. Estudantes inadimplentes com contratos firmados a partir de 2018, mesmo após renegociação, correm o risco de ter o nome incluído em cadastros de proteção ao crédito, além dos contratos poderem ser judicializados. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mais de 1,2 milhão de contratos apresentaram inadimplência em 2024.

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Não pagar o Fies
Não pagar o Fies pode gerar uma série de restrições com as empesas de crédito – Crédito: Agência Brasil/Reprodução

O alerta é especialmente importante para quem pretende aderir à nova rodada de renegociação, anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) e válida de novembro de 2025 a dezembro de 2026. A proposta permite parcelar a dívida em até 180 vezes, com parcelas mínimas de R$ 200 e abatimento integral dos juros e multas por atraso, mas exige compromisso com os pagamentos. Caso o novo acordo seja descumprido, o estudante e seus fiadores podem ter o CPF negativado e perder o direito de acionar o FG-Fies para quitar pendências até o fim de 2026.

Ao contrário de outros tipos de dívida, a do Fies não “caduca” após cinco anos. Mesmo após esse período, o Governo Federal continua com o direito de cobrar os valores devidos, inclusive por meio de ações judiciais.

Estudantes com contratos em atraso no Fies podem ter seus nomes negativados nos órgãos de proteção ao crédito, o que impacta diretamente o acesso ao mercado financeiro. Além disso, a depender da análise da instituição financeira, esses contratos podem ser judicializados“, informa o FNDE.

Além da negativação em órgãos como Serasa e SPC, não pagar o Fies faz com que o nome do inadimplente possa ser inserido no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), o que impede a abertura de contas bancárias, a obtenção de crédito, o acesso a financiamentos e até a participação em concursos públicos ou programas de incentivo.

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Os estudantes interessados na renegociação devem procurar o agente financeiro responsável pelo contrato, geralmente a Caixa Econômica Federal, para formalizar o novo termo. O processo exige a assinatura de um aditivo contratual, que também deverá ser assinado pelo fiador, quando houver.

A medida do MEC visa justamente evitar que esses estudantes acabem presos em uma bola de neve de dívidas. Mas, para funcionar, exige compromisso. “É uma oportunidade para recomeçar, mas que precisa ser levada a sério”, afirma a pasta.