Temporal mata 10 pessoas no Chile; veja as imagens da destruição

Chuvas consideradas "anormais e extremas" provocaram transbordamento de rios, destruíram milhares de moradias e levaram o governo chileno a decretar estado de catástrofe e mobilizar o Exército

, em Uberlândia

Um temporal que atingiu o Chile deixou 10 mortos, quatro desaparecidos, 17 feridos e mais de 100 mil pessoas isoladas por causa do bloqueio de estradas provocado pelo transbordamento de rios. As chuvas atingem principalmente as regiões de Coquimbo e Atacama, onde episódios de precipitação intensa são incomuns.

Segundo o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred), o número de mortes dobrou em poucas horas. O primeiro balanço divulgado na manhã desta segunda-feira (20) apontava cinco vítimas, mas o total foi atualizado para 10 mortos.

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Temporal no Chile
As chuvas, a ressaca e ventos acima de 100 km/h provocaram inundações, deixaram mais de meio milhão de pessoas sem energia – Créditos: Guillermo Salgado/AFP

Veja o vídeo:

Mais de 2 mil casas foram destruídas

Além das mortes, o temporal provocou prejuízos materiais. O governo contabiliza cerca de 2.200 moradias destruídas ou com danos estruturais, aproximadamente 2.400 pessoas desabrigadas e mais de 100 mil moradores isolados, sem acesso por terra.

Em Coquimbo, uma das regiões mais atingidas, bairros inteiros ficaram cobertos de lama após as enchentes.

“Há bairros cheios de lama, inundados, pessoas que perderam suas casas, seus pertences e que estão muito aflitas”, afirmou o governador regional de Coquimbo, Cristóbal Juliá.

Segundo Juliá, o último episódio semelhante ocorreu em 1997, mas a intensidade das chuvas atuais foi maior.

Governo decreta estado de catástrofe

Diante da gravidade da situação, o presidente José Antonio Kast decretou estado de catástrofe, medida que permite acelerar o envio de ajuda humanitária, mobilizar as Forças Armadas e restringir a circulação em áreas afetadas para facilitar as operações de resgate.

Militares do Exército passaram a atuar no socorro às comunidades isoladas e na distribuição de assistência às vítimas.

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Chuva fora do padrão histórico

As autoridades classificaram o evento climático como um fenômeno fora do padrão histórico.

“O que normalmente chove em um mês caiu em apenas uma hora, o que nos leva a classificar este episódio como de precipitações anormais e extremas”, afirmou o vice-ministro do Interior, Máximo Pavez.

O meteorologista Arnaldo Zúñiga, da Direção Meteorológica do Chile, afirmou que o país não registrava uma tempestade com essa extensão e intensidade havia cerca de 20 anos.

Falta de energia, água e impactos nos portos

Os danos também afetaram os serviços essenciais. Cerca de 150 mil pessoas permaneciam sem energia elétrica, enquanto diversas localidades enfrentavam interrupções no abastecimento de água potável.

“A situação superou todas as expectativas. Nossa infraestrutura foi danificada e tivemos que retirar equipes de algumas instalações”, afirmou Andrés Nazer, gerente regional da empresa Aguas del Valle.

Além disso, ondas e rajadas de vento superiores a 100 km/h levaram dezenas de portos chilenos a restringirem parte das operações por precaução.

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