Exame de francês aplicado pela UFU pode abrir portas no exterior; entenda
Inscrições para o DELF seguem até 2 de outubro e o certificado pode facilitar o acesso a universidades, programas de mobilidade e bolsas na França e em outros países francófonos
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) abriu as inscrições para a sessão de novembro de 2026 do DELF (Diplôme d’Études en Langue Française), certificado oficial de proficiência em francês emitido pelo Ministério da Educação da França. Reconhecido internacionalmente, o diploma pode facilitar o ingresso em universidades, programas de intercâmbio e bolsas de estudo na França, no Canadá e em outros países francófonos.
As inscrições serão realizadas entre 31 de agosto e 2 de outubro, exclusivamente pela internet, por meio da Fundação de Apoio Universitário (FAU). Na UFU, serão oferecidos os níveis B1 e B2.
Em 2018, a UFU foi a primeira universidade federal do Brasil credenciada como centro aplicador do DELF. O credenciamento foi concedido pelo então Centre International d’Études Pédagogiques (CIEP), atualmente integrado ao France Éducation International. A aplicação das provas é coordenada pelo Instituto de Letras e Linguística (Ileel).
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Por que o DELF é importante?
Diferentemente de outros exames de proficiência, o DELF tem validade permanente, ou seja, o diploma não precisa ser renovado. A prova avalia quatro competências: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita.
O certificado é aceito por universidades, instituições públicas e empresas de diversos países e costuma ser exigido ou considerado um diferencial em processos seletivos para graduação, pós-graduação, intercâmbio e programas de mobilidade acadêmica.
Na sessão organizada pela universidade mineira, serão oferecidos dois níveis de proficiência. O B1 certifica que o candidato consegue utilizar o francês de forma autônoma em situações cotidianas, acadêmicas e profissionais.
Já o B2 comprova domínio intermediário-avançado da língua e atende aos requisitos exigidos por grande parte das universidades francesas que oferecem cursos ministrados em francês.
Com o DELF, o candidato pode:
- ingressar em universidades francesas;
- fortalecer candidaturas a programas de intercâmbio;
- disputar bolsas internacionais;
- comprovar oficialmente a proficiência em francês;
- ampliar oportunidades acadêmicas e profissionais em países francófonos.

DELF facilita ingresso em universidades francesas
Ter um certificado oficial de francês amplia as possibilidades de ingresso em instituições de ensino superior no exterior.
Segundo o Campus France, órgão responsável pela promoção do ensino superior francês, o nível B2 é o mínimo recomendado para a maioria dos cursos de graduação ministrados em francês. Em cursos das áreas de ciências humanas e sociais, é comum a exigência do nível C1.
Além da admissão em universidades, o DELF fortalece candidaturas em programas de intercâmbio, mobilidade acadêmica e bolsas de estudo.
Entre as oportunidades disponíveis para brasileiros estão iniciativas como Campus France, Bolsa Eiffel, BRAFITEC, Erasmus+ e acordos de cooperação firmados entre universidades brasileiras e francesas.
Universidades francesas oferecem oportunidades para brasileiros
Diversas instituições francesas recebem estudantes brasileiros por meio de programas de internacionalização.
A Université de Bordeaux, por exemplo, oferece cursos nas áreas de saúde, inteligência artificial, direito e enologia. A instituição participa de programas de mobilidade internacional e disponibiliza acesso a bolsas, como a Eiffel, além de outras iniciativas regionais e parcerias com universidades estrangeiras.
Outra opção é a Université Bourgogne Europe, em Dijon, que reúne cursos nas áreas de gastronomia, sustentabilidade, ciências agrárias e enologia. A universidade também integra a aliança europeia FORTHEM, voltada à mobilidade acadêmica entre instituições do continente.
Para quem busca formação em engenharia, tecnologia e inovação, o Institut Polytechnique de Paris possui algumas das principais escolas de engenharia da França. A instituição mantém parcerias com universidades brasileiras, participa do programa BRAFITEC e oferece bolsas para estudantes internacionais.
Na Riviera Francesa, a Université Côte d’Azur oferece programas em áreas como inteligência artificial, oceanografia, turismo, saúde e negócios, além de serviços de apoio voltados a estudantes estrangeiros.
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DELF também abre portas no Canadá
Embora seja emitido pelo governo francês, o DELF também é aceito em outros países francófonos.
No Canadá, especialmente na província de Quebec, a proficiência em francês representa um diferencial em processos seletivos para universidades e programas de bolsas destinados a estudantes internacionais.
Instituições como a Université de Montréal e a Université Laval oferecem cursos em francês e mantêm políticas de incentivo à internacionalização, ampliando as oportunidades para estudantes estrangeiros.
Quem pode participar
Podem se inscrever estudantes, professores e técnicos administrativos da UFU, integrantes de outras instituições de ensino superior e também o público em geral interessado em obter uma certificação internacional em francês.
A taxa de inscrição é de R$ 674 para o nível B1 e de R$ 754 para o B2. Estudantes de instituições de ensino superior têm direito a 20% de desconto, reduzindo os valores para R$ 539,20 e R$ 603,20, respectivamente.
As provas escritas serão realizadas nos dias 11 e 12 de novembro. As avaliações orais ocorrerão entre 2 e 30 de novembro. As datas e os horários serão informados individualmente aos candidatos por e-mail, utilizando o endereço cadastrado no momento da inscrição. Para mais informações, acesse o edital.
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*com informações do Comunica UFU