Novo terminal muda rota e afeta comércio perto do Aeroporto de Uberlândia
Mudança no embarque e desembarque altera o fluxo de clientes, reduz as vendas perto da antiga estrutura e cria oportunidades na região do novo acesso
A inauguração do novo terminal de passageiros mudou a rotina do comércio no entorno do Aeroporto de Uberlândia. Desde que a estrutura entrou em operação, em 7 de julho, com acesso por uma nova região do aeroporto, estabelecimentos próximos ao antigo terminal registram queda no movimento, enquanto empresários que migraram para o novo acesso começam a observar oportunidades de crescimento.
A alteração no embarque e desembarque mudou o trajeto de passageiros, motoristas e trabalhadores que, até então, circulavam diariamente pelas ruas próximas ao antigo prédio.

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Comércio no entorno do Aeroporto de Uberlândia sente os impactos
Os efeitos da mudança já são percebidos pelos comerciantes que permaneceram próximos ao antigo terminal. Em um restaurante da região, a redução no movimento chegou a 15%, segundo a administração do estabelecimento.
De acordo com a subgerente Valéria Costa, a queda é mais evidente aos fins de semana, principalmente aos sábados, quando muitos passageiros passavam pelo restaurante antes ou depois das viagens. “Eles vinham comer aqui porque tudo ficava próximo. Estacionavam perto e passavam pelo restaurante. Aos sábados, senti muito a falta desse público.”

A mudança no fluxo de passageiros reduziu a circulação de clientes na região. Agora, comerciantes buscam atrair moradores e trabalhadores do entorno para compensar a perda do público que utilizava o aeroporto.
Empresas acompanham o novo fluxo de passageiros
Alguns empresários optaram por acompanhar a mudança. Um estacionamento que funcionava próximo ao antigo terminal transferiu as operações para um terreno em frente ao novo acesso ao aeroporto.

Segundo o gerente João Pedro, a empresa já conhecia o projeto de expansão, mas esperava que a transferência das operações acontecesse em outro momento. “A gente tinha informação sobre o projeto e procurou outro local, mas ainda assim a mudança nos pegou um pouco de surpresa. Acreditávamos que aconteceria mais para frente.”
Ainda é cedo para medir o impacto financeiro da mudança, mas a expectativa é positiva. O gerente afirma que o bairro já apresenta maior circulação de veículos e pessoas desde a abertura do novo terminal. “Existe um potencial muito grande. Quem mora aqui fala que o aeroporto trouxe mais movimento. Talvez o resultado não apareça imediatamente, mas acredito que será benéfico.”
Empresária reformula negócio após mudança do terminal
A mudança também levou comerciantes a repensarem seus modelos de negócio. A empresária Lorena Matuziro, que trabalhou por nove anos nas proximidades do antigo terminal com uma loja de lembranças, decidiu ampliar a atuação para alcançar um público além dos passageiros. “A mudança nos fez pensar fora da caixa. Eu atuava lá havia nove anos e precisei repensar como continuaria no empreendedorismo. Foi um impulso para reformular todo o negócio.”
Segundo Lorena, os comerciantes tiveram cerca de um ano e meio para se preparar para a transferência das operações do aeroporto. No entanto, a falta de informações mais detalhadas sobre os novos acessos e o fluxo de veículos dificultou o planejamento.
Agora, a estratégia é atender também os moradores da região e participar de iniciativas que possam fortalecer o comércio local. A expectativa é de que o desenvolvimento do entorno do novo terminal gere oportunidades nos próximos anos.
Novo terminal amplia capacidade do aeroporto
Com investimento de aproximadamente R$ 300 milhões, o novo terminal possui 14,6 mil metros quadrados e é cerca de 70% maior que a antiga estrutura. A capacidade anual do aeroporto passou de 1,1 milhão para 2,15 milhões de passageiros.
O espaço conta com duas pontes de embarque, seis portões, 21 balcões de check-in, três esteiras de bagagens e estacionamento com cerca de 500 vagas.
Além de ampliar a capacidade operacional do aeroporto, a mudança redesenhou o mapa comercial do entorno. Para empresários que dependiam da circulação de passageiros, adaptar o negócio passou a ser uma necessidade diante da nova dinâmica criada pelo terminal.
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