Greve na Caixa e no Banco do Brasil começa hoje (10); veja o que muda no atendimento

Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada por bancários após rejeição das propostas apresentadas pelas instituições; adesão do Banco do Brasil ocorre de forma diferente entre as bases sindicais

, em Uberlândia

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Bancários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado em diferentes regiões do país. A paralisação foi aprovada após a categoria rejeitar a proposta apresentada para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, também há paralisações, mas a adesão não é uniforme e depende da decisão de cada base sindical. A orientação para os clientes é priorizar aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento remoto.

Greve na Caixa
Agência Fidélis Reis da Caixa Econômica Federal, na Avenida Doutor Fidélis Reis, no Centro de Uberaba, com avisos sobre a greve afixados na porta. — Crédito: TV Paranaíba

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A mobilização ocorre em meio à Campanha Nacional dos Bancários de 2026 e às negociações específicas mantidas por Caixa e Banco do Brasil com seus empregados. Na Caixa, a proposta foi rejeitada por 93,5% dos trabalhadores nas assembleias da base do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região. No Banco do Brasil, a rejeição chegou a 81% nessa mesma base.

Greve começa após rejeição das propostas

Na Caixa, a paralisação por prazo indeterminado foi formalizada pelos sindicatos que aprovaram o movimento. O aviso de greve estabelece o início do movimento a partir da 0h desta quinta-feira (10).

Em Belo Horizonte, o primeiro ato da mobilização foi marcado para as 10h, em frente à Agência Século da Caixa, na Rua dos Carijós, no Centro. A atividade é organizada pelo Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região.

No Banco do Brasil, o cenário é mais fragmentado. Algumas entidades sindicais aprovaram a greve, enquanto outras optaram por manter as negociações. Em Patos de Minas, por exemplo, os empregados do BB rejeitaram a proposta, mas decidiram continuar negociando sem iniciar a paralisação.

Por isso, o funcionamento das agências do Banco do Brasil pode variar de uma cidade para outra.

O que os bancários estão reivindicando?

A pauta da categoria envolve questões econômicas, condições de trabalho, saúde e proteção dos empregados. Entre os pontos negociados estão reajustes salariais, manutenção de direitos e medidas relacionadas à saúde mental e às novas formas de organização do trabalho.

Na negociação geral dos bancários, a proposta aprovada para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 prevê reposição integral da inflação pelo INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e novamente em 2027. O índice também incide sobre verbas como PLR, vale-alimentação, vale-refeição, pisos e auxílios. A CCT foi assinada nesta quarta-feira (9).

Entre os avanços previstos estão a participação dos sindicatos nas discussões sobre riscos psicossociais, medidas de combate ao assédio, regras para o uso de ferramentas de monitoramento digital e o direito à desconexão fora do horário de trabalho.

Na Caixa, um dos principais pontos de resistência dos empregados está relacionado ao plano de saúde. A proposta apresentada pelo banco prevê mudanças na forma de contribuição dos trabalhadores e dependentes, o que provocou forte rejeição nas assembleias.

No Banco do Brasil, o impasse também envolve o plano de saúde, com discussão sobre um aporte temporário. A reação dos sindicatos, entretanto, não foi igual em todas as regiões: enquanto algumas bases aprovaram a paralisação, outras escolheram retomar as negociações.

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Como fica o atendimento aos clientes?

A adesão dos funcionários pode reduzir ou suspender o atendimento presencial nas agências atingidas pela greve. O impacto tende a ser diferente conforme a cidade e o nível de participação dos trabalhadores.

Para serviços que não exigem atendimento presencial, a recomendação é utilizar os canais digitais dos bancos, como aplicativos e internet banking, além dos caixas eletrônicos e demais terminais de autoatendimento disponíveis.

Operações como pagamentos, transferências e Pix podem continuar sendo realizadas pelos canais digitais. Já serviços que dependem de atendimento presencial podem sofrer alterações enquanto durar a paralisação.

Greve é por tempo indeterminado

A paralisação não tem uma data previamente definida para terminar. A continuidade do movimento dependerá do andamento das negociações entre os bancos e as entidades que representam os trabalhadores.

Na avaliação dos sindicatos, a adesão dos bancários é uma forma de pressionar Caixa e Banco do Brasil a apresentar novas propostas. As entidades afirmam que a greve será mantida enquanto não houver avanço suficiente nas negociações.

Para quem precisa ir a uma agência nesta quinta-feira, a recomendação é verificar primeiro os canais oficiais do banco e dar preferência às alternativas digitais. O funcionamento presencial pode mudar ao longo do dia conforme a adesão dos trabalhadores em cada unidade.

Continue acompanhando as atualizações sobre a greve dos bancários e os impactos no atendimento no Paranaíba Mais.