Conta de luz ficará mais cara em junho; especialista estima valor
O boletim Info Tarifas, publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 17 de março de 2026, projeta um reajuste médio de 8% para os clientes de baixa tensão em todo o país
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Anualmente, as distribuidoras de energia elétrica têm processos de reajuste das tarifas. Com isso, a conta de luz ficará mais cara em junho. Dia 28 de maio está previsto o reajuste anual da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Segundo informações de Fernando Schüffner, CEO da Evolua Energia e ex-funcionário da Cemig, a expectativa é de um reajuste oscilando entre 6% e 7% para os clientes de Baixa Tensão (residências, pequenos comércios e propriedades rurais).

Em nota à imprensa, a Cemig revelou que o reajuste é definido pela Aneel. Quando houver uma definição por parte da agência, a companhia de eletricidade irá dar novos detalhes do aumento.
Conta de luz ficará mais cara em junho: qual o motivo?
Segundo Fernando, o reajuste tarifário anual é necessário por vários fatores, como custo da energia, custos de transmissão e distribuição e encargos do setor, como programas de eletrificação rural, de incentivo a energias renováveis, por exemplo. O reajuste é importante para garantir a sustentabilidade das empresas de energia.
“As empresas podem ter dificuldade para prestar um bom serviço e podem até ter sua saúde financeira afetada caso não houvesse esse reajuste”, relatou o especialista, em entrevista concedida ao Paranaíba Mais.
Diferença entre reajuste e revisão
O CEO da Evolua Energia ainda destaca que as distribuidoras de energia elétrica têm dois processos de ajuste das tarifas. Existe a revisão tarifária, que no caso da Cemig acontece de cinco em cinco anos, e visa reequilibrar as tarifas de energia considerando os custos das empresas e a necessidade de retorno dos investidores.
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Segundo o especialista, o que acontece no final de maio é um reajuste, e não revisão. “Existe o reajuste tarifário anual, que ajusta as tarifas de acordo com vários fatores, como custo da energia, custos de transmissão e distribuição e encargos do setor, como programas de eletrificação rural, de incentivo a energias renováveis, por exemplo”, disse Fernando.
Quando começa a valer o aumento?
Fernando ainda esclarece que o boletim Info Tarifas, publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 17 de março de 2026, permite esperar um reajuste médio de 8% para os clientes de baixa tensão (residências, pequenos comércios e propriedades rurais) em todo o país.
“Trata-se de uma média. Em 22 de abril, por exemplo, foram aprovados reajustes de sete distribuidoras do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, com índices que variaram, para os consumidores residenciais, de 3,52% a 11,75%”, relata o especialista.
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Contudo, ele reforça que o índice exato sairá após a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica. O reajuste será sentido pelos consumidores nas contas com leitura após o dia 28 de maio, ou seja, a conta de luz ficará mais cara a partir de junho.
Especialista dá dicas para um consumo consciente
Fernando também expõe que a energia acumula reajustes superiores à inflação, e esse cenário não deve mudar no curto prazo. Ainda coloca que é importante ter hábitos conscientes de consumo de energia elétrica, utilizando aparelhos eficientes, desligando os eletrodomésticos quando não estão em uso e controlando o tempo de banho no caso de quem tem chuveiro elétrico.