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Crítica: Mortal Kombat II diverte e só – e já é alguma coisa

Abraçando o absurdo, Mortal Kombat II busca corrigir a trajetória de seu antecessor e se voltar mais ao que interessa: o combate

, em Uberlândia

Me lembro de que a promessa para Mortal Kombat (2021) era uma retomada da franquia de maneira mais próxima ao jogo, inclusive trazendo a violência festiva para as telas. Durou apenas a sequência de abertura, com um combate entre Sub-Zero e Scorpion. Depois, até um personagem não existente no jogo foi criado para justificar o remake e tentar atrair um público desconhecido.

O fato é que essa continuação, Mortal Kombat II, é bem mais desencanada que seu antecessor. Não posso dizer que é um grande filme, mas diverte.

MK II é mais bem resolvido que seu antecessor – Crédito: Divulgação/Warner Bros.

Se por um lado a trama principal ainda tem algum peso com o enredo da princesa Kitana, é no arco de Johnny Cage que essa sequência ganha muitos pontos. Ele, como já se sabe, é um ator de filmes de artes marciais que teve sua fama há pelo menos duas décadas e que pode provar seu valor como um dos escolhidos da Terra no combate que dá título a toda a franquia.

A atuação de Karl Urban não foge muito do que ele já mostrou em The Boys, e isso serve bem a Cage. De seu lado, Adeline Rudolph, como Kitana, não exagera no drama e se sai bem aqui. E olha que o roteiro dá bastante espaço para que a atriz se perca — ela não cai nessa.

O texto de Jeremy Slater sabe que deve criar algum tipo de arco que nos faça importar com os personagens, mas ele nunca é original por abordar uma história de revanche, enquanto dá como fator de urgência o fato de a Terra estar a um torneio de ser assimilada pelo Outworld. O final você já pode imaginar. Ao mesmo tempo, o roteirista entende que o que a plateia não teve no primeiro filme: combates diretos e sem firula.

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Mesmo quando uma trama paralela toma conta da situação, envolvendo a busca por um amuleto, os combates seguem acontecendo, ainda que fora do torneio. Assim, Slater vence pela simplicidade e por algumas boas piadas.

O diretor Simon McQuoid, ao que parece, apenas dança conforme a música e garante sua remuneração. Diria que o grande trunfo dele é o embate entre Liu Kang e Kung Lao.

Sendo assim, Mortal Kombat II é aquela sessão pipoca que também não se leva a sério e te deixa entretido, torcendo para que um MK3 venha e resulte em algo parecido.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais