Caso Euclides: quatro investigados são presos preventivamente
Entre os seis presos durante operação que investiga a morte de Euclides Oliveira, quatro passaram por audiência de custódia nesta terça-feira (16); um deles, um homem de 24, tem ligação direta com o homicídio
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Quatro investigados, presos durante operação que investiga a morte de Euclides Oliveira, levado à força na última segunda-feira (08), em Uberlândia, tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventiva durante audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira (16).
Outras duas audiências de custódia serão realizadas nesta quarta-feira (17), às 9h.

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Um dos investigados tem ligação direta no “caso Euclides”
Ao todo, dois homens, de 23 e 24 anos, e duas mulheres, de 18 e 24 anos, seguem presos preventivamente após decisão do magistrado durante audiência de custódia.
O grupo foi autuado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A prisão em flagrante foi realizada após uma equipe de investigadores da Polícia Civil localizar expressiva quantidade de entorpecentes e um laboratório clandestino de refino em uma residência no bairro Brasil, em Uberlândia, onde residiam os investigados.
O suspeito de 24 anos, além de envolvimento com o tráfico, também é investigado por participação direta no sequestro e no homicídio qualificado de Euclides de Oliveira.
Segundo a investigação, ele seria a pessoa quem solicitou uma corrida por aplicativo que garantiu a fuga dos executores do homicídio, após a ocultação do cadáver. O outro homem e as duas mulheres são investigados por tráfico de drogas.
Tráfico de drogas
Os quatro investigados foram encontrados em uma residência em que foram encontradas grandes quantidades de entorpecentes e itens ligados à prática de tráfico de drogas.

Segundo fundamentação da decisão da audiência de custódia, as prisões convertidas em preventivas foram mantidas devido à quantidade e variedade de ilícitos, apontando o tráfico como um crime nocivo para a ordem pública. Na residência em que foram presos em flagrante, foram apreendidas:
- 26 cartuchos de munições
- 2 motocicletas
- 1.413 unidades de entorpecentes diversos
- Itens ligados ao tráfico de drogas.
Como polícia aponta esquema ligado à morte de Euclides
O avanço das investigações e os documentos judiciais revelam que o sequestro e a morte de Euclides Oliveira foram executados por meio de uma complexa coordenação logística e divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa. A ação foi praticada em plena luz do dia e teria sido motivada por vingança decorrente de uma acusação informal de abuso sexual.
Tudo começou quando a vítima foi colocada à força no interior de um veículo Honda Fit de cor branca. No entanto, o automóvel sofreu uma pane mecânica na bateria e permaneceu estacionado por alguns minutos na via. Para dar continuidade ao crime, uma caminhonete Fiat Fiorino branca foi até o local para dar apoio. O corpo do idoso, que aparentemente já estava desmaiado ou sem vida, foi transferido de forma atabalhoada de um carro para o compartimento do outro pelos executores.

Logo após o transbordo, o proprietário da caminhonete desligou o aparelho celular, faltou ao trabalho e fugiu. Para garantir a sua fuga estratégica após a ocultação do veículo, um segundo envolvido (o investigado de 24 anos) utilizou a própria conta pessoal para solicitar uma corrida por aplicativo de transporte para o comparsa. Na retaguarda e fuga dos demais autores, a associação criminosa utilizou ainda um veículo Volkswagen Gol de cor vermelha.
A identificação dos executores avançou após o cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento, que flagraram um outro suspeito saindo de casa poucas horas antes do crime na companhia de outro envolvido. Ambos trajavam blusas de frio nas cores azul e cinza, com características idênticas às roupas observadas nos indivíduos que renderam e carregaram o idoso na cena do crime.

Posteriormente, a caminhonete Fiorino e o Volkswagen Gol vermelho foram localizados escondidos na garagem da residência de um terceiro suspeito, preso no dia 09/06, que, ao ser confrontado com as imagens, admitiu informalmente que havia mentido no primeiro depoimento e confirmou que os fatos consistiam em um homicídio consumado.
A investigação aponta que a vítima foi levada para um barracão que funcionava como base operacional da facção para execuções sumárias. No dia do crime, imagens de segurança flagraram outro integrante conduzindo um veículo Renault Logan prata, de propriedade de sua mãe.

Ele se deslocou até um estabelecimento de materiais de construção para adquirir areia e brita. Os insumos foram colocados no porta-malas do automóvel e utilizados minutos depois no interior do barracão para concretar o cadáver da vítima, em uma tentativa de ocultar o corpo e apagar os vestígios do assassinato.