Esporte Paranaíba

Análises e comentários sobre o que é assunto no esporte regional, nacional e internacional com Victor Albergaria. Mídia esportiva, resultados e a agenda de jogos com aquele toque de bom humor

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Em sua melhor atuação no ano, Verdão encaminha vaga contra a Portuguesa

Foi uma grande atuação no Sabiá que poderia ter visto mais gols; além disso, Espanha vence a Argentina e é bicampeã do mundo e times da região vão mal no Módulo II

, em Uberlândia

Foi uma tarde de lavar a alma pra torcida do Verdão. Não só porque enfim o time voltou a ganhar no Parque do Sabiá depois de quase 80 dias, mas principalmente por ter sido dominante sobre uma Portuguesa que chegou à cidade com muita pompa, mas dentro de campo não mostrou nada de mais.

Depois de um início de jogo muito pegado, o garoto Jhonatan Lima mostrou muita categoria pra abrir o placar logo aos 16. Sabendo sofrer, o time de Danilo segurou o placar até o intervalo, quando a Lusa perdeu seu artilheiro por uma cabeçada em Rayan. Cadorini não resistiu ao VAR e deixou os visitantes com um a menos.

Ao retornar dos vestiários, o Verde não precisava sofrer tanto tendo um jogador a mais. Foram no mínimo quatro defesas dificílimas de Guilherme Nogueira, mais uma vez o nome do jogo. Quando reassumiu o controle das ações, empilhou oportunidades, poderia ter feito no mínimo mais três. Marcou um só, com Léo Reis, que entrou e apagou a péssima impressão deixada do confronto contra o Serra Branca.

O placar de 2×0 mostrou um time seguro e confiante durante os 90 minutos, e que fez a melhor atuação em todo o ano. De toda forma, a vaga para as quartas de final está longe de garantida. A Lusa é muito perigosa no Canindé, e pelo que pude sentir do staff paulista após o jogo, vão encarar esse como um dos jogos mais importantes da sua história.

Ainda em tempo: não posso deixar de comentar a absurda decisão da Polícia Militar de fechar todo o estacionamento do Parque do Sabiá, mais uma vez. Por 40 ou 50 torcedores da Portuguesa, mais de 10 mil torcedores foram prejudicados. Era tão difícil fazer uma escolta para eles? Acho que sim, tendo em vista que deixaram até acontecer uma briga dentro do estádio logo depois do gol. Algo tem que ser feito, e uma decisão mais razoável precisa sair das reuniões entre autoridades. Que são mestres em atrapalhar

No mais, o Verde encantou o maior público desta Série D. Vamos firmes para São Paulo!

UM BAILE ESPAÑOL

(Foto: Getty Images)

Eu esperava que a final da Copa do Mundo tivesse ao menos bons combates em Nova York. Mas não foi isso que vimos. A Espanha simplesmente amassou uma Argentina covarde, que foi o primeiro time da história dos mundiais a não finalizar numa decisão.

Toda raça e antijogo dos hermanos não foi minimamente suficiente pra fazer frente à seleção de Luis de la Fuente. E quando Enzo Fernandez foi corretamente expulso por falta na reta final do segundo tempo, o amasso rojo foi ainda maior.

Eles chegaram a marcar com Nico Williams, mas o árbitro viu uma falta inexistente e anulou, já na prorrogação. E logo no início da etapa final do tempo extra, quando marcou com Ferran Torres, sentou no resultado. Chegou a ampliar com o próprio Torres, mas abriu a guarda e passou sufocos desnecessários no final.

Messi esteve completamente desaparecido. A Espanha quis jogar, a Argentina só quis bater e esperar uma providência lá de cima – ou lá de baixo, vai saber – pra achar uma vitória inexplicável de novo. E é preciso dizer: ao menos cinco faltas claras contra a Argentina não foram marcadas. Mais dois ou três vermelhos não seriam nenhum exagero; mais uma vez ficou óbvio como eles são beneficiados.

O mal não venceu no final, ainda bem. Espanha, pra muitos de forma surpreendente, bicampeã do mundo!

VEXAMES NAS QUARTAS DO MÓDULO II

Quem fim de semana foi esse, hein? Além das decisões que já comentei, começaram as quartas de final do Módulo II. Claro que o subtítulo acima nada tem a ver com o bom clássico entre Mamoré x Uberaba, que terminou em 2×1 para o Sapo – resultado surpreendente, mas que deixa tudo aberto pra esse próximo sábado no Uberabão.

A derrota do Boa para o Aymorés em Ubá foi uma grande decepção. O 2×0 para o Azulão joga toda a responsabilidade pra cima do Boa, que muito inconstante durante a competição terá que fazer um milagre no Coleto de Paula pra se classificar. Mas vexame mesmo fez o Patrocinense: 4×1 para o Democrata, diante da torcida, mostra que o time é covarde diante da torcida, onde não conseguiu ganhar hora nenhuma nesse módulo II. Já está eliminado, só fica vivo por um milagre.

Tudo se desenha para que apenas um time da região, de três possíveis, chegue às semifinais e mantenha a chance de acesso.