Tubarão pré-histórico intriga cientistas ao aparecer em águas rasas nos EUA
Animal que costuma viver a até 3 mil metros de profundidade tem sido encontrado em uma região considerada possível berçário natural da espécie
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A descoberta chama atenção porque a espécie costuma habitar regiões escuras a até 3 mil metros de profundidade. No entanto, diversos exemplares foram registrados em áreas com apenas seis metros de profundidade, comportamento considerado incomum pelos cientistas.
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Espécie surgiu antes dos dinossauros
Considerado um verdadeiro “fóssil vivo”, o tubarão pré-histórico existe há milhões de anos e surgiu muito antes dos dinossauros. Ao longo do tempo, a espécie passou por poucas mudanças evolutivas, preservando características raras entre os tubarões modernos.
Os exemplares podem ultrapassar quatro metros de comprimento e vivem em oceanos tropicais e temperados ao redor do mundo.
Área pode funcionar como berçário natural
Pesquisadores do Aquário de Seattle acreditam que o estuário de Puget possa servir como um importante local de reprodução para a espécie.
Os estudos indicam que as fêmeas retornam regularmente à região para dar à luz, o que sugere uma possível fidelidade ao local de nascimento. Após nascerem, os filhotes permanecem no estuário por um período ainda desconhecido antes de seguirem para outras áreas do mar de Salish.
Comportamento intriga pesquisadores
Além da reprodução, os cientistas identificaram padrões curiosos de movimentação.
Segundo o monitoramento, os tubarões percorrem cerca de três quilômetros por dia e costumam subir para águas mais rasas durante a noite. Ao amanhecer, retornam às regiões mais profundas.
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O comportamento pode ajudar pesquisadores a entender melhor como a espécie utiliza diferentes ambientes ao longo da vida.
O que torna esse tubarão pré-histórico tão diferente?
O Hexanchus griseus possui uma característica rara: enquanto a maioria dos tubarões apresenta cinco fendas branquiais de cada lado do corpo, ele possui seis guelras, característica que deu origem ao seu nome popular. Essa anatomia diferenciada é uma das evidências de sua antiga linhagem evolutiva.
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Como os cientistas estudam a espécie
Para desvendar os hábitos do animal, pesquisadores iniciaram um programa de monitoramento entre os meses de maio e setembro em diferentes pontos do estuário de Puget. Durante as expedições, os tubarões recebem sensores de rastreamento capazes de registrar informações sobre deslocamento, alimentação e uso do habitat.
Os dados coletados também devem ajudar a identificar possíveis impactos das atividades humanas sobre a espécie e contribuir para estratégias de conservação. Segundo os pesquisadores, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre esses gigantes das profundezas sem comprometer sua saúde e bem-estar.