Seu gato tem obesidade? Indústria cria caneta emagrecedora para pets
Empresa norte-americana iniciou estudos em gatos com medicamento que poderá resultar na perda de peso e combater problemas como diabetes e doenças renais
Com a febre das canetas emagrecedoras, uma empresa farmacêutica dos Estados Unidos iniciou um ensaio clínico para ajudar gatos a perderem peso, com um implante de GLP-1, mesmo hormônio utilizado nos remédios Ozempic e Mounjaro. A pesquisa é da Okava Pharmaceuticals e, além do emagrecimento, a empresa também busca encontrar uma solução para animais de estimação no tratamento de diabetes, doenças renais e no envelhecimento saudável.
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Caneta emagrecedora para pets
Chamado de “ManagEment of OverWeight cats with OKV-119”, MEOW-1, o estudo utiliza nos gatos um implante, um pequeno dispositivo inserido sob a pele que pode liberar doses de medicamento por até seis meses. A informação foi divulgada pela Okava Pharmaceuticals na última quarta-feira (3).
“O estudo MEOW-1 representa o primeiro ensaio clínico de perda de peso com GLP-1 em gatos ou cães, um marco para a medicina veterinária. Na medicina humana, os agonistas do receptor GLP-1 revolucionaram o tratamento da obesidade, diabetes e saúde cardiometabólica, tornando-se uma das mais importantes descobertas terapêuticas do século XXI. A Okava está agora trabalhando para levar essa mesma classe transformadora de medicamentos para cães e gatos”, informou no comunicado.
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O estudo foi registrado pela empresa no Registro de Ensaios Clínicos da Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA na sigla em inglês). O medicamento OKV-119 está sendo desenvolvido em parceria com a Vivani Medical. O ensaio clínico irá avaliar a segurança, tolerabilidade e eficácia do uso da “caneta emagrecedora para pets” para gatos com sobrepeso ou obesos.
“A restrição calórica, ou jejum, é uma das intervenções mais consolidadas para prolongar a vida e melhorar a saúde metabólica em gatos. Mas também é uma das mais difíceis de manter. O OKV-119 foi desenvolvido para imitar muitos dos efeitos fisiológicos do jejum — melhora da sensibilidade à insulina, redução da massa gorda e metabolismo energético mais eficiente — sem exigir mudanças significativas na rotina alimentar ou interromper o vínculo humano-animal que muitas vezes gira em torno da comida”, explica o CEO da Okava, Michael Klotsman.
Como ainda está em teste, o implante do medicamento não está disponível para o público.