Greve afeta equipes e espera no Hospital Veterinário da UFU

Segundo o hospital, a adesão não foi geral, mas alguns setores estão atuando com pelo menos 30% do funcionamento

, em Uberlândia

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O Hospital Veterinário da UFU está atuando com 30% do funcionamento em alguns setores que aderiram à greve nacional dos servidores técnico-administrativos (TAEs), iniciada na última segunda-feira (9). Segundo o hospital, apesar da redução de algumas equipes, todos os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos, conforme o caráter essencial da instituição.

Embora os serviços essenciais estejam mantidos, a direção do hospital alerta que os tutores podem enfrentar um tempo de espera maior ao habitual, além de maior lentidão nos procedimentos que não são considerados de urgência.

Prédio do Hospital Veterinário da UFU
Hospital Veterinário tem tempo de atendimento afetado após greve nacional de técnicos – Crédito: Milton Santos/Reprodução

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Hospital Veterinário da UFU prioriza urgências e emergências

Mesmo com a paralisação, o caráter essencial do Hospital Veterinário garante que casos de risco iminente de morte continuem sendo atendidos. Todas as ocorrências passam por uma triagem obrigatória conduzida por um médico-veterinário.

  • Emergências: O animal é prontamente estabilizado e, se necessário, encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
  • Consultas e Encaixes: Para casos não emergenciais, o atendimento ocorrerá conforme a disponibilidade da agenda, podendo ser remarcado para outros dias.

O hospital ainda orientou por meio de nota que, para minimizar transtornos e evitar deslocamentos desnecessários, a recomendação é que as consultas sejam previamente agendadas pelo WhatsApp: (34) 9 9767-5058.

Greve também afetou o Hospital de Clínicas

Além do Hospital Veterinário da UFU, a greve impacta também o Hospital de Clínicas (HC-UFU), que ja provocou mudanças em parte dos atendimentos da unidade, com remarcações pontuais de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes) desde segunda-feira (9).

Segundo a Prefeitura de Uberlândia, a Secretaria Municipal de Saúde notificou nesta quarta-feira (11) órgãos como o Ministério Público e as Defensorias Públicas para assegurar que a assistência à população não seja interrompida. A unidade é a principal referência do SUS na macrorregião, recebendo mensalmente mais de R$ 20 milhões em recursos da Prefeitura de Uberlândia para a realização de atendimentos aos cidadãos.

Prédio do Hospital de Clínicas da UFU em Uberlândia
Servidores do HC-UFU suspendem parte das atividades e reivindicam recomposição salarial acordada com governo – Crédito: Milton Santos/Reprodução

Em nota, a prefeitura também informou que “ainda não é possível dimensionar com precisão os impactos da paralisação sobre a rede pública de saúde. No entanto, já é esperado que ocorram atrasos na realização de cirurgias, consultas, exames e outros procedimentos previamente agendados, tanto para pacientes de Uberlândia quanto para usuários encaminhados de toda a região”.

Agora, a pasta tem tomado medidas administrativas e legais previstas nos instrumentos contratuais firmados com o HC-UFU, para garantir a continuidade desse serviço essencial de assistência à população.

Servidores cobram cumprimento de acordo

De acordo com o comando local do movimento, a greve no HC-UFU ocorre porque parte do acordo firmado com o Governo Federal após a greve de 2024 ainda não teria sido totalmente cumprida.

Os trabalhadores afirmam que a mobilização busca garantir a implementação do que foi negociado anteriormente com o Ministério da Gestão e Inovação.

Entre as reivindicações apresentadas pelos servidores estão:

  • Cumprimento integral do acordo firmado em 2024;
  • Jornada de trabalho de 30 horas semanais sem redução salarial;
  • Valorização de servidores aposentados;
  • Ampliação do reconhecimento de saberes e competências para aposentados e pensionistas;
  • Medidas locais de combate ao assédio moral no ambiente de trabalho da universidade.

Segundo representantes do movimento, a categoria não pede novos benefícios, mas a execução do que já havia sido acordado.