Cobras no Triângulo: veja as espécies mais perigosas e como agir
Especialista explica diferenças entre serpentes da região e o que fazer em caso de acidentes; HC-UFU é referência em atendimento
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O aumento no registro de serpentes em áreas urbanas do Triângulo Mineiro alerta para os riscos de acidentes com espécies peçonhentas. Os dados oficiais confirmam que o Corpo de Bombeiros já capturou sete sucuris na região apenas em 2026. Jararacas, cascavéis e corais são as espécies que mais preocupam as autoridades de saúde, exigindo atendimento imediato para evitar sequelas ou óbitos.

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Segundo André Quagliatto, professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), saber identificar a diferença entre as espécies de serpentes é fundamental para garantir a eficácia do tratamento em casos de picadas. A agilidade na busca por auxílio especializado e a identificação do animal determinam o sucesso do tratamento.
Cobras no Triângulo com maior índice de acidentes
De acordo com o especialista, não é possível apontar uma única espécie como a mais perigosa em todos os casos. O fator decisivo é o tempo entre a picada e o atendimento médico.
Já os acidentes com corais são raros devido à biologia do animal, que possui boca e presas reduzidas, dificultando a picada em superfícies planas do corpo.
“Ela tem a boca muito pequena. Normalmente, a picada só acontece quando há pressão direta sobre o animal, e geralmente em áreas como dedos”, explica Quagliatto.
Sucuris aparecem em áreas urbanas
Além das espécies já associadas a acidentes, um dado recente chama atenção, o aumento de registros de sucuris em áreas urbanas. Somente neste ano, ao menos sete exemplares foram capturados pelo Corpo de Bombeiros na região, segundo levantamento do portal.

Em Uberlândia, houve pelo menos três ocorrências, incluindo uma sucuri de cerca de quatro metros e 70 quilos.
Na última semana, outro caso mobilizou equipes em Uberaba, onde uma sucuri de aproximadamente três metros foi encontrada em uma calçada.
Apesar do porte e do potencial de risco, ataques a humanos são raros e, em geral, ocorrem quando o animal se sente ameaçado.
A sucuri não possui veneno e mata por constrição, usando a força do corpo para imobilizar e sufocar a presa. Situações mais perigosas tendem a ocorrer em ambientes aquáticos, onde a espécie tem maior mobilidade.
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HC-UFU é referência para atendimento
No Triângulo Mineiro, o Hospital das Clínicas da UFU (HC-UFU) é o principal ponto de referência para casos de picada de cobra.
O tratamento vai além do soro antiofídico, que atua na neutralização do veneno circulante. Outras medicações são necessárias para controlar efeitos como:
- Hemorragias
- Reações alérgicas
- Danos neurológicos
- Comprometimento muscular
O soro antiofídico e antiescorpiônico é armazenado na Farmácia do Pronto Socorro do HC-UFU, atendendo a 18 municípios da região do Triângulo Mineiro.
“A orientação é levar o paciente o mais rápido possível ao pronto atendimento. Esse tempo faz diferença no resultado do tratamento”, reforça André.
Expansão urbana explica aumento de casos
“Com menos áreas disponíveis, esses animais acabam se aproximando de zonas urbanas em busca de abrigo e alimento”, explica.
O que fazer ao encontrar uma cobra
Ao avistar uma serpente, especialistas recomendam distância e cautela. Confira as orientações:
- Evite o abate: Matar animais silvestres é crime previsto na Lei 9.605.
- Não tente capturar: A maioria dos acidentes ocorre durante tentativas de manejo ou agressão ao animal.
- Acione autoridades: Se a serpente estiver em residências ou áreas de risco, ligue para o Corpo de Bombeiros (193) ou para a Polícia Militar Ambiental.
