Conheça o projeto de agricultura familiar no Triângulo Mineiro
A plantação de arroz que mantém tradições vivas no Triângulo Mineiro e fortalece sucessão entre gerações na agricultura familiar
O plantio de arroz do agricultor mineiro, Cicero Oliveira, faz parte de um projeto desenvolvido pela Emater-MG em 2022, que busca incentivar o retorno do plantio de arroz entre pequenos produtores rurais, fortalecendo a diversificação da produção e ampliando as oportunidades de geração de renda.
Conforme Cícero, sua referência é seu pai, também agricultor familiar. “Quando eu era jovem, eu e meu pai plantávamos arroz. Tivemos o privilégio de realizar o plantio no passado e agora estou retornando”, disse o agricultor.

A iniciativa é coordenada regionalmente por Guilhermina Maria, da Emater-MG, em parceria com a Epamig, responsável pelas variedades de arroz utilizadas no projeto.
Conforme a coordenadora, a plantação busca trazer variedades cultivadas na região. “Em média temos uma expectativa de 8 toneladas por hectare. A gente quer trazer um produto de qualidade e com rentabilidade para o produtor”, disse Guilhermina.
Agricultura familiar: o que é e sua importância
A agricultura familiar é um considerado um sistema de produção onde a gestão da propriedade e o trabalho no campo são realizados principalmente pelos membros da mesma família. É caracterizada por possuir pequenas extensões de terra e ter o cultivo voltado tanto para a subsistência quanto para o mercado local.

Segundo Silvia de Lima, coordenadora técnica da Emater-MG, a agricultura familiar tem relevância no âmbito do agro brasileiro. “A agricultura familiar é responsável por produtos de grande importância para os brasileiros, como a produção de leite e até mandioca”, disse a coordenadora.
Assentamento Tangará
No assentamento desenvolvido pelo Emater-MG, localizado na zona rural do Triângulo Mineiro às margens da MGC-497, vivem mais de 200 famílias, distribuídas em propriedades de aproximadamente 13 hectares. Em mais de 100 delas, a produção agrícola garante o sustento das famílias. Dessas, cerca de 60 comercializam alimentos semanalmente por meio da Cooperativa dos Produtores Rurais da Nova Tangará.
O arroz plantado em novembro cresce em uma cena que se tornou rara na região: um arrozal bem cuidado, resultado do trabalho coletivo de uma família que aposta no resgate dessa cultura.

A produção é diversificada. Hortaliças, frutas, legumes e ovos abastecem programas públicos de alimentação. Desde 2018, cerca de 25 produtos cultivados no assentamento são destinados principalmente à merenda escolar de aproximadamente 30 escolas municipais de Uberlândia, Prata e Campina Verde, além de mais de 50 escolas estaduais em Uberlândia e Prata.
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Apoio federal para agricultores familiares
O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) é uma política pública federal do Brasil que oferece linhas de crédito com taxas de juros mais baixas e condições facilitadas para financiar atividades agropecuárias ou não agropecuárias desenvolvidas em estabelecimentos rurais familiares.
O que conseguir o apoio?
Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF): Documento obrigatório e ativo que substituiu a antiga DAP para comprovar o enquadramento como agricultor familiar.
Projeto Técnico: Elaborado por profissionais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), como a Emater ou sindicatos rurais.
Instituição Financeira: Apresentar a documentação pessoal e o projeto a um banco parceiro (como Banco do Brasil, Sicredi, Cresol, Sicoob, entre outros).

Dia Internacional da Agricultura Familiar
O Dia Internacional da Agricultura Familiar foi celebrado neste último sábado (25), data instituída pela FAO/ONU em 2014. A celebração reconhece a importância de quem utiliza a própria mão de obra familiar na terra, sendo essencial para a sustentabilidade, o desenvolvimento econômico e o combate à fome.
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Segundo o Censo Agropecuário de 2017, o mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade em questão empregava na época mais de 10 milhões de pessoas, ou seja, 67% do total de pessoas na agropecuária. Ainda conforme o instituto, isso significa que a atividade é responsável por 40% da renda da população economicamente remunerada no campo.
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