Cerca elétrica na pecuária: cartilha técnica ensina a aumentar a eficiência e reduzir custos
Material elaborado pela Emater-MG detalha desde a escolha dos materiais adequados até técnicas de contenção segura para diferentes espécies de animais
Apesar de não ser a primeira coisa que vem à mente de quem pensa sobre os cuidados com uma fazenda, a cerca elétrica se tornou como uma aliada indispensável na pecuária moderna por sua praticidade, eficiência e menor custo construtivo na divisão de piquetes.
No entanto, erros de instalação e o uso de improvisos ainda comprometem a eficácia do sistema. Para sanar essas dúvidas e padronizar procedimentos técnicos, a Emater-MG lançou uma cartilha.

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Principais cuidados técnicos abordados na cartilha na instalação da cerca elétrica
De acordo com o documento, a estrutura funciona por meio de uma barreira psicológica e não física, gerando um estímulo de choque de alta tensão (entre 3.000 e 9.000 volts) que desestimula o animal a ultrapassar o limite.
Por conta do seu funcionamento, contudo, é necessário que alguns cuidados sejam tomados para que sua utilização não seja prejudicada:
- Dimensionamento do eletrificador: Recomenda-se utilizar aparelhos com capacidade de 1 joule liberado para cada 7 km de cerca (incluindo uma margem de segurança de 20% a 30%), garantindo que a voltagem se mantenha sempre acima de 3.000 volts.
- Sistema de aterramento: Apontado como um dos pontos mais críticos para o funcionamento do choque, o sistema exige hastes de cobre ou aço fincadas profundamente em solo úmido, distantes pelo menos 10 metros de salas de ordenha e redes elétricas.
- Segurança e Proteção contra raios: O uso de kits para-raios (compostos por mola fusível e centelhadores) é obrigatório para desviar descargas atmosféricas diretamente para o solo e evitar a queima do eletrificador. A legislação e as normas técnicas também exigem a instalação de placas de advertência visíveis sobre o risco de choque elétrico.
- Erros que devem ser evitados: A publicação reforça que o uso de materiais inadequados — como garrafas PET ou pedaços de borracha como isoladores, além de emendas de fios trançados manualmente em vez de grampos conectores — reduz drasticamente a condução elétrica e gera falhas na contenção dos rebanhos.
O material completo traz ainda orientações específicas para o manejo de diferentes espécies (bovinos, equinos, ovinos, caprinos e suínos), o passo a passo para a condução inicial dos animais ao sistema (conhecida como “escolinha”) e tabelas de espaçamento de mourões.
📥 Baixe agora a cartilha: O material é gratuito e está disponível para download no link oficial da Cartilha de Cercas Elétricas da Emater-MG.
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