El Niño 2026: Inmet emite alerta sobre fenômento preocupante

Inmet identifica sinais favoráveis para um novo episódio do fenômeno climático, que pode influenciar temperaturas e chuvas nos próximos meses

, em Uberlandia

O avanço das condições associadas ao El Niño 2026 entrou novamente no radar dos meteorologistas brasileiros. Nesta terça-feira (9), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que os indicadores observados no Oceano Pacífico apontam para um cenário cada vez mais favorável à formação de um novo episódio do fenômeno climático, que pode influenciar no clima de todo o país e aumentar as chances de desastres climáticos.

 

El niño 2026
As temperaturas na superfície do mar no Pacífico Tropical estão cada vez mais elevadas, intensificando as condições para formação do El Niño 2026 – Crédito: Reprodução/Freepick

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O alerta foi emitido após a análise dos dados mais recentes da superfície do mar na região do Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o instituto, o aquecimento das águas apresentou evolução significativa nas últimas semanas, reforçando a tendência de desenvolvimento do fenômeno.

O monitoramento realizado pelo órgão acompanha continuamente as condições oceânicas e atmosféricas relacionadas ao El Niño, além de considerar projeções produzidas por centros meteorológicos especializados em clima ao redor do mundo.

El Niño 2026 apresenta sinais consistentes de evolução

Os dados observados pelo Inmet mostram uma mudança importante no comportamento das temperaturas da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para acompanhar a evolução do fenômeno.

Em abril, a anomalia registrada era ligeiramente negativa. Já em maio, o indicador passou para 0,49°C, aproximando-se do limite considerado necessário para caracterizar condições favoráveis ao desenvolvimento do El Niño.

O aquecimento continuou avançando durante as últimas semanas. De acordo com o instituto, as anomalias permaneceram iguais ou superiores a 0,5°C ao longo das quatro semanas mais recentes. Na primeira semana de junho, o índice chegou a 0,7°C, reforçando a tendência observada pelos especialistas.

Para que um episódio seja oficialmente caracterizado, o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) deve permanecer igual ou superior a 0,5°C durante pelo menos cinco trimestres consecutivos. Com base nos dados atuais e nas projeções climáticas, o primeiro período a atingir esse patamar deverá ser o trimestre formado pelos meses de abril, maio e junho.

Monitoramento continua nos próximos dias

Apesar dos sinais positivos para a formação do fenômeno, o Inmet destaca que o acompanhamento segue em andamento. A instituição monitora não apenas a temperatura das águas do Pacífico Equatorial, mas também diversos indicadores atmosféricos que ajudam a determinar a consolidação ou não do evento.

Além das observações próprias, o órgão analisa previsões e boletins produzidos por centros internacionais especializados em monitoramento climático.

A expectativa é que uma nova nota técnica seja divulgada até o fim desta semana, trazendo informações atualizadas sobre a possível evolução do El Niño 2026 e seus desdobramentos.

El Niño 2026 pode influenciar o clima em diferentes regiões

Especialistas acompanham o fenômeno com atenção devido ao potencial de impacto sobre o clima brasileiro. Caso a formação seja confirmada, a tendência é de mudanças importantes nos padrões de temperatura e precipitação durante o segundo semestre de 2026 e o verão de 2027.

No Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, a expectativa apontada por estudos climáticos é de temperaturas acima da média, períodos mais secos, redução da umidade do ar e maior frequência de ondas de calor.

Segundo análises técnicas, cidades da região podem enfrentar temperaturas entre 35°C e 38°C em momentos mais críticos da primavera e do início do verão. O fortalecimento de bloqueios atmosféricos também pode dificultar a chegada de frentes frias organizadas, favorecendo a irregularidade das chuvas.

Enquanto isso, o Sul do Brasil permanece como uma das áreas mais sensíveis aos efeitos do fenômeno. Históricos de episódios anteriores mostram aumento expressivo das chuvas, maior ocorrência de tempestades severas e crescimento do risco de eventos extremos.

Pesquisadores ressaltam, no entanto, que o El Niño não provoca desastres diretamente. O fenômeno aumenta a probabilidade de condições meteorológicas extremas, mas os impactos dependem de fatores como infraestrutura urbana, planejamento territorial e capacidade de resposta das cidades.

Cientistas acompanham cenário com atenção

A possibilidade de um episódio mais intenso também tem sido acompanhada por pesquisadores internacionais. Modelos climáticos indicam elevada probabilidade de desenvolvimento do fenômeno nos próximos meses, embora ainda exista incerteza sobre sua intensidade final.

Entre os fatores observados pelos especialistas estão o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, as anomalias positivas registradas na região Niño 3.4 e o comportamento dos ventos alísios, considerados fundamentais para a evolução do sistema climático.

Enquanto novas atualizações não são divulgadas, o monitoramento segue concentrado na velocidade e na persistência do aquecimento oceânico, elementos que serão decisivos para confirmar a consolidação do El Niño 2026.