Petrobras destina R$ 6,1 milhões para laboratório de pesquisas na UFU, em Uberlândia
Estrutura no campus Glória será dedicada a pesquisas sobre desgaste de equipamentos usados na produção de petróleo e gás, com foco no desenvolvimento de tecnologias para aumentar a segurança das operações
A Petrobras e outras quatro empresas do setor vão destinar R$ 6,12 milhões à construção de um laboratório de pesquisas no campus Glória da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Com cerca de 1,2 mil metros quadrados, a estrutura será usada para estudar como evitar o desgaste de equipamentos utilizados na produção de petróleo e gás.
A destinação dos recursos foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em despacho publicado no Diário Oficial da União. O investimento total previsto é de R$ 6.127.557,85 e será direcionado ao Laboratório de Tecnologia em Atrito e Desgaste (LTAD) da UFU.
A pesquisa buscará entender como tubulações e outros equipamentos se deterioram durante a produção de petróleo e gás. Com testes e modelos de previsão, os pesquisadores pretendem identificar como esse desgaste acontece e contribuir para melhorar a segurança das operações.
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Como será o laboratório da UFU em Uberlândia?
O laboratório será instalado em um galpão industrial de aproximadamente 1,2 mil metros quadrados, no campus Glória da UFU, em Uberlândia. O espaço será usado para testar materiais e estudar como tubulações e outros equipamentos se desgastam durante a produção de petróleo e gás.
Uma das principais estruturas previstas é o flowloop, um circuito fechado de tubulações que permite simular a passagem de fluidos, como água e misturas utilizadas em processos industriais. Com os testes, os pesquisadores poderão observar como esses fluidos afetam os materiais e quais condições aceleram o desgaste.
Na prática, os experimentos poderão ajudar a desenvolver modelos capazes de prever danos nos equipamentos antes que eles se tornem mais graves. Essas informações podem auxiliar as empresas a planejar a manutenção, reduzir falhas e aumentar a segurança das operações.
Pesquisa quer evitar danos em tubulações e equipamentos
Um dos principais focos do laboratório será estudar dois problemas que afetam os equipamentos da indústria petrolífera: erosão e corrosão.
A erosão acontece quando partículas ou fluidos provocam o desgaste de uma superfície. Já a corrosão é a deterioração de um material causada por reações químicas, como ocorre com o enferrujamento de alguns metais.
Esses processos podem danificar tubulações e outras peças utilizadas na produção de petróleo. Quando os dois acontecem ao mesmo tempo, o desgaste pode ser ainda mais complexo.
Ao estudar como esses danos se formam e evoluem, os pesquisadores poderão desenvolver modelos para estimar o desgaste dos materiais. Essas previsões podem ajudar as empresas a avaliar as condições dos equipamentos, organizar reparos e reduzir o risco de falhas durante as operações.
O projeto também prevê o uso de inteligência artificial, que poderá auxiliar na análise dos dados e no desenvolvimento dos modelos de previsão.
Quais empresas vão investir R$ 6,1 milhões na UFU?
Além da Petrobras, outras quatro empresas do setor petrolífero estão autorizadas a destinar recursos ao projeto:
- TotalEnergies EP Brasil;
- Shell Brasil Petróleo;
- Brasil Petróleo e Gás;
- Petroleum Brasil.
O investimento será realizado por meio de uma obrigação prevista nos contratos de exploração e produção de petróleo e gás, conhecida como cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
Esse mecanismo determina que empresas abrangidas pelas regras do setor destinem recursos a projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A autorização da ANP estabelece que o valor aprovado é uma estimativa. As empresas deverão verificar se os custos previstos e os gastos realizados estão de acordo com os preços praticados no mercado.
Qual será a participação da UFU?
O Laboratório de Tecnologia em Atrito e Desgaste será responsável pela execução do projeto. A universidade também deverá contribuir com terreno, estrutura já existente, pesquisadores, equipes técnicas e serviços de apoio, conforme as informações complementares da iniciativa.
A UFU já desenvolve pesquisas relacionadas ao setor de petróleo e gás em parceria com a Petrobras e seu Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes).
Os trabalhos anteriores incluem estudos sobre desgaste de materiais, revestimentos e equipamentos utilizados na produção petrolífera.
Com o novo galpão, a universidade deverá aumentar a capacidade de realizar testes e desenvolver soluções para problemas enfrentados pela indústria. A estrutura também poderá fortalecer a formação de pesquisadores e profissionais especializados nessa área.
Quando o laboratório deve ficar pronto?
O Paranaíba Mais solicitou à Petrobras e à Fundação de Apoio Universitário (FAU) informações sobre o cronograma de execução do projeto e aguarda retorno. O espaço para atualização será mantido caso as instituições forneçam novos detalhes sobre as etapas da obra e a previsão de entrega.
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