Vítimas de violência sexual terão novo protocolo de atendimento em MG; veja o que muda

Iniciativa do Ministério Público integra saúde, segurança e justiça para evitar a revitimização e agilizar investigações em todo o estado; entenda como o "Projeto ELO" vai funcionar na prática

, em Uberlândia

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) lançou oficialmente o protocolo ELO, um novo manual de procedimentos focado exclusivamente no atendimento a vítimas de violência sexual. O objetivo central da medida é padronizar a forma como as instituições mineiras — incluindo hospitais, delegacias e órgãos da justiça — recebem e acompanham quem sofreu o crime, garantindo um acolhimento mais humanizado e eficiente.

Violência Sexual
– Crédito: Guilherme Dardanhan/ALMG/Divulgação

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Por que o protocolo foi criado?

Historicamente, um dos maiores entraves enfrentados por vítimas de violência sexual é a fragmentação do atendimento. Muitas vezes, a pessoa precisa repetir seu relato diversas vezes para diferentes autoridades, o que gera o fenômeno conhecido como “revitimização”.

Com o ELO, o MPMG pretende eliminar essa barreira. O documento estabelece diretrizes para que a rede de proteção funcione como uma estrutura única, onde a comunicação entre os setores de segurança pública, saúde e o sistema judiciário seja imediata. A meta é que o processo de denúncia e investigação seja menos traumático e mais ágil.

Tecnologia a favor da justiça

Além do acolhimento humano, o manual traz inovações técnicas para fortalecer a apuração dos crimes. Entre as principais ações previstas pelo protocolo estão:

  • Uso de dados genéticos: Implementação de tecnologias avançadas para processamento de vestígios biológicos, agilizando a identificação de autores.
  • Monitoramento integrado: Integração de sistemas para acompanhar o andamento dos processos e a localização dos suspeitos.
  • Padronização: Regras claras para que profissionais de saúde e policiais saibam exatamente como proceder desde o primeiro contato, evitando julgamentos morais ou estereótipos que costumam desencorajar a denúncia.

Combate à impunidade

O Ministério Público ressalta que um atendimento respeitoso logo após o crime é fundamental para que a vítima se sinta segura a seguir com o processo. O protocolo ELO busca justamente quebrar o ciclo de medo, especialmente em casos onde há proximidade entre agressor e vítima, situação que frequentemente inibe a busca por justiça.

“O acolhimento eficaz no momento inicial não é apenas um gesto de respeito, é uma peça-chave para o sucesso da investigação”, afirma o órgão, destacando que a rapidez da resposta estatal é determinante para a coleta de provas e para a proteção imediata da integridade de quem foi violentado.

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Como a população pode denunciar

O reforço na rede de proteção reforça a importância da denúncia. Em Minas Gerais, as vítimas ou testemunhas de crimes sexuais podem buscar auxílio através dos seguintes canais:

  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM): Presentes em diversas regiões do estado para registro de ocorrências.
  • Disque 180: Central de atendimento à mulher, que oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção.
  • Ministério Público: Promotorias de Justiça locais podem ser acionadas para suporte jurídico e acompanhamento de casos.
  • Polícia Militar (190): Em casos de emergência ou flagrante, a corporação deve ser chamada imediatamente para garantir o socorro e a preservação do local do crime.

A expectativa é que, com a implementação do manual em todas as comarcas de Minas Gerais, o estado reduza os índices de subnotificação e ofereça um suporte jurídico e psicológico mais robusto para a população.

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