VÍDEO: Pitbull sem focinheira ataca cão pelo portão em Uberlândia
Animal que estava dentro de imóvel foi puxado quando se aproximou; legislação estadual prevê multa de até R$ 16 mil para tutores que descumprirem regras de condução
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O caso aconteceu por volta das 8h28, no cruzamento das ruas Rafael Rinaldi e Estrela do Sul.
Pitbull sem focinheira ataca cão
No vídeo, o cão que estava dentro do imóvel aproxima o focinho de uma abertura na parte inferior do portão ao perceber a passagem do pitbull. Em seguida, o pitbull reage, abocanha o outro animal e o puxa para a via pública.
O tutor tentou conter o ataque segurando a guia do pitbull e afastando os dois cães durante a briga, que se estendeu pela calçada.
A confusão durou cerca de 30 segundos. Depois disso, o cachorro atacado conseguiu se desvencilhar e recuar. Na sequência, o homem puxou o pitbull para o outro lado da rua.
O estado de saúde do animal ferido não foi divulgado.
O que diz a lei
O episódio chama atenção para as regras previstas na Lei Estadual nº 25.165/2025, que regulamenta a circulação de cães de guarda e ataque em Minas Gerais.
A legislação determina que raças como Pitbull, Rottweiler, Dobermann e Fila Brasileiro, além de cruzamentos dessas raças, devem circular em locais públicos com equipamentos de proteção, mesmo quando acompanhadas pelos tutores.
As normas estabelecem:
- Uso obrigatório de focinheira: o animal deve utilizar focinheira adequada e guia curta durante todo o trajeto em vias públicas.
- Identificação visível: a coleira deve conter nome do cão, endereço e telefone de contato do tutor.
- Responsabilidade na condução: os animais só podem ser conduzidos por pessoas maiores de 18 anos.
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Multas previstas para os tutores
O descumprimento das normas pode gerar penalidades administrativas aos proprietários dos animais.
A circulação do cão sem focinheira ou sem guia curta prevê multa de R$ 533,10.
Nos casos em que a ausência dos equipamentos resulte em ataques com ferimentos a pessoas ou outros animais, a multa pode variar entre R$ 5 mil e R$ 16 mil, além da possibilidade de responsabilização civil e criminal do tutor.