Vereador de Uberlândia, Edinho do Combate ao Câncer, é detido após confusão em loja de conveniência
Militares relatam embriaguez, xingamentos e resistência à prisão; vereador nega versão da PM e fala em abuso de autoridade
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O vereador de Uberlândia Edson Carvalho Ferreira, o Edinho do Combate ao Câncer (PMB), foi detido após uma confusão em uma loja de conveniência. Segundo o boletim de ocorrência, ele entrou no local durante um período de manutenção, discutiu com uma funcionária, afirmou que fiscalizaria o estabelecimento e resistiu à abordagem dos militares. O vereador nega todas as acusações.

A funcionária relatou aos policiais que realizava serviços de manutenção quando o vereador chegou aparentando embriaguez. Ele teria retirado uma cadeira de cima de uma mesa e sido informado de que o espaço não estava disponível ao público. Segundo o boletim, o parlamentar respondeu que, por ser “fiscal do povo”, podia permanecer ali, fotografou o ambiente e entrou em uma área restrita a funcionários, mesmo após ser advertido.
A equipe militar tentou ouvir a versão do vereador. O documento aponta que ele apresentava sinais de embriaguez, voz alterada, olhos vermelhos, andar cambaleante e hálito etílico. Informado de que deveria deixar o local, ele se negou e recusou-se a se identificar. Os policiais registraram que ele passou a xingar a equipe com palavras de baixo calão.
Segundo o boletim, o vereador resistiu de forma passiva, o que levou ao uso de técnicas de contenção, imobilização e algemas. Na viatura, passou a se debater e chutar o compartimento traseiro mesmo após ter sido advertido sobre o risco de lesões e danos ao veículo.
Ele foi levado à Unidade de Saúde do bairro Tibery, onde também se recusou a informar seus dados aos militares e afirmou que só faria isso ao médico de plantão. A identificação ocorreu durante o atendimento, quando confirmou ser vereador e advogado. A PM informou que suas prerrogativas foram respeitadas.

Durante o deslocamento, segundo o boletim, o vereador pediu a um militar que fosse lavrado apenas um TCO e alegou que estava nervoso. Em outro momento, afirmou que um policial havia furtado seu celular e chave do carro. O militar informou que os itens estavam sob sua guarda, conforme procedimento padrão. Com ele, ficaram um celular Redmi preto, a chave do veículo, uma nota de R$ 20 e uma pulseira prateada.
O vereador , que chegou a ser denunciado pelo Ministério Público por desvio de dinheiro público da Associação de Assistência aos Portadores de Câncer do Triângulo Mineiro, em agosto deste ano, foi liberado da unidade de saúde após atendimento e apresentado na Delegacia de Plantão.
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A Polícia Militar acionou o advogado Geilson Nunes, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB de Uberlândia, que foi à delegacia acompanhar o caso.
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O que diz o vereador
Procurado, Edinho do Combate ao Câncer enviou um pronunciamento no qual nega a versão apresentada pela Polícia Militar.
“Fui vítima de abuso de autoridade. Nada dos fatos narrados nas redes é verdadeiro. Meus advogados já acionaram a Justiça e o processo está em segredo de Justiça. Eu estava no exercício da advocacia”, afirmou o vereador.
A assessoria do parlamentar foi novamente contatada e o espaço permanece aberto para novos esclarecimentos.