Uberlândia lidera feminicídios em Minas Gerais no primeiro semestre de 2024
Cidade registrou sete feminicídios consumados e três tentativas, superando outras grandes cidades do estado
Uberlândia destaca-se negativamente no cenário de Minas Gerais ao liderar o número de feminicídios no primeiro semestre de 2024. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a cidade registrou sete feminicídios consumados e três tentativas, superando Belo Horizonte, que teve cinco feminicídios consumados e sete tentativas.
Os dados foram coletados pelo Monitor de Feminicídios no Brasil, uma iniciativa do Laboratório de Estudos de Feminicídios no Brasil, e revelam que Uberlândia é a cidade com o maior número de casos no estado. Outras cidades como Governador Valadares e Betim também figuram entre as quatro com mais incidências deste tipo de crime.

Entre janeiro e maio de 2024, foram registradas 115 tentativas de feminicídio em Minas Gerais, das quais 54 resultaram na morte das vítimas. Uberlândia, sozinha, foi responsável por 11 desses casos, sendo que seis mulheres morreram.
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A violência doméstica também é um problema crescente na cidade. Durante o mesmo período, 1.766 mulheres foram agredidas em Uberlândia, uma média de 11 por dia, segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP).
Mulher é assassinada em frente a filha em feminicídio em Uberlândia

Natália foi brutalmente morta na frente da filha de seis anos pelo ex-companheiro, Max Willian Ramos de Sousa, de 30 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. O homem tentou também matar a criança, mas Natália lutou até o fim para protegê-la. Max foi preso em Morrinhos, Goiás, no mesmo dia, enquanto tentava fugir.
Este e outros casos destacam a urgência de medidas mais eficazes para combater a violência contra a mulher em Uberlândia e em todo o estado. A comunidade e as autoridades precisam unir esforços para reverter esses números e garantir segurança e proteção para as mulheres.

Os dados são um alerta para a gravidade da situação em Uberlândia e reforçam a necessidade de políticas públicas que promovam a conscientização e prevenção da violência de gênero. A sociedade precisa se mobilizar para que esses números não continuem a crescer e que a proteção à vida das mulheres seja uma prioridade constante.