Queda de criança de 5 anos reacende alerta sobre acidentes domésticos em Uberlândia

Corpo de Bombeiros reforça cuidados após tragédia envolvendo criança que caiu do 12º andar; dados mostram 1.749 casos de quedas na cidade entre 2022 e 2025

, em Uberlândia

A tragédia envolvendo o pequeno Matthew Cruz Mussa, de 5 anos, que caiu do 12º andar de um prédio no bairro Grand Ville, voltou a acender um sinal de alerta sobre os acidentes domésticos em Uberlândia. Com a chegada das férias escolares, o Corpo de Bombeiros reforça que os riscos aumentam significativamente, já que as crianças passam mais tempo dentro de casa e expostas a perigos muitas vezes invisíveis aos adultos.

Durante coletiva realizada nesta segunda-feira (1º), o tenente Dhiego Costa destacou que este é um período crítico para incidentes envolvendo intoxicação, quedas, afogamentos, queimaduras, choques elétricos e acidentes com produtos químicos.

Bombeiros reforçam orientações após aumento dos acidentes domésticos em Uberlândia.
Bombeiros reforçam orientações sobre acidentes domésticos em Uberlândia, principalmente no período de férias escolares – Crédito: CBMG/Reprodução

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Dados mostram 1.749 quedas de altura em Uberlândia nos últimos quatro anos

Entre 2022 e novembro de 2025, o Corpo de Bombeiros contabilizou 1.749 registros de quedas de altura em Uberlândia. A distribuição anual revela:

  • 508 casos em 2022;
  • 463 casos em 2023;
  • 423 casos em 2024;
  • 355 casos em 2025 (parcial).

As janelas continuam sendo uma das principais preocupações, especialmente quando estão próximas de camas, sofás e móveis que podem ser facilmente escalados pelas crianças. O tenente reforçou que móveis próximos a janelas representam um risco real, pois servem de apoio para que a criança alcance o parapeito e acabe sofrendo quedas graves.

Telas de proteção tem limitações e nem sempre podem ser instaladas

Após o acidente de Matthew Cruz, muitos moradores questionaram se o uso de telas de proteção teria evitado a tragédia. Porém, no caso específico da janela basculante do banheiro, que abre para fora, a instalação da tela é difícil ou, em alguns casos, inviável.

Segundo o tenente Dhiego, embora as redes de proteção sejam essenciais, devem ser instaladas por profissionais capacitados e com materiais homologados. Em janelas basculantes, a alternativa recomendada são grades de proteção, que garantem maior segurança e permitem a ventilação.

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Criança caiu da janela do banheiro, no 12º andar, único local que não tinha tela de proteçã – Crédito: Redes sociais/Reprodução

Produtos de limpeza coloridos, perfumes e texturas atraem crianças

O tenente alertou que os perigos não se limitam a janelas. Produtos químicos, principalmente os de limpeza, hoje têm cores e aromas atrativos, que chamam a atenção dos pequenos.

Ele orienta que:

  • Produtos de limpeza devem ser guardados em locais elevados;
  • Armários inferiores devem ser trancados;
  • Medicamentos nunca devem ficar expostos;
  • Em caso de ingestão acidental, a família deve procurar o pronto-socorro imediatamente, sem medidas caseiras.

Baldes, tanques e máquinas abertas representam risco de afogamento silencioso

Outro ponto destacado na coletiva foi o risco trazido por baldes com água, tanquinhos e máquinas de lavar sem tampa. Por curiosidade, a criança tenta olhar dentro do recipiente, perde o equilíbrio e não tem força suficiente para sair, cenário que pode resultar em afogamento.

Tomadas desprotegidas são porta de entrada para choques elétricos

O tenente também reforçou a importância de utilizar protetores de tomada. Muitas vezes, a criança coloca objetos metálicos no encaixe, o que pode gerar choques graves.

Em caso de emergência, acione o socorro imediatamente

O Corpo de Bombeiros reforça que, em qualquer situação de risco, a família deve acionar o socorro o mais rápido possível, evitando tentativas de resolver o problema sozinha, especialmente em caso de intoxicação ou afogamento.