Quadrilha que aplicava golpes milionários com carros de luxo tem alvos em Ituiutaba
Mensa Ficta cumpriu 12 mandados em quatro cidades e bloqueou R$ 1 milhão; vítimas estão espalhadas em seis estados
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A Polícia Civil de Goiás, com apoio das polícias civis de Minas Gerais e Santa Catarina, deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Mensa Ficta, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de aplicar golpes milionários com carros de luxo, que eram vendidos e não entregues. Segundo as investigações, o grupo vinha atuando há pelo menos quatro anos e causou prejuízos expressivos a vítimas de diversos estados do país.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, nas cidades de Ituiutaba (MG), Pires do Rio (GO), Joinville (SC) e Chapecó (SC). A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que somam R$ 1 milhão, montante relacionado às fraudes cometidas.
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Investigação começou após golpe de R$ 1 milhão em Goiânia
A investigação teve início após uma vítima residente em Goiânia (GO) denunciar à polícia ter sofrido um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão. O esquema, segundo a Polícia Civil, funcionava por meio de aplicativos de mensagens, nos quais os criminosos criavam grupos com potenciais compradores.
Após ganhar a confiança das vítimas, os estelionatários anunciavam falsamente a venda de veículos seminovos de luxo, como se fossem revendedores legítimos. Para dar aparência de legalidade, o grupo apresentava documentação veicular e dados técnicos dos automóveis, nenhum dos quais, de fato, era entregue após o pagamento.
Golpes milionários com carros de luxo eram aplicados em grupos
A estratégia dos criminosos envolvia a criação de grupos em aplicativos de mensagens, onde simulavam uma rede de compradores e vendedores de automóveis seminovos de alto padrão. Após conquistar a confiança dos participantes, eles anunciavam a venda de veículos que nunca seriam entregues, mesmo após o pagamento por parte das vítimas.
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Vítimas em diferentes regiões do Brasil
Durante as investigações, foi constatado que o grupo fez vítimas nos estados de Santa Catarina, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Sul, além de Goiás e Minas Gerais. A atuação era sistemática, e o esquema vinha sendo mantido com repetição dos mesmos métodos e falsificações.
A operação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e Santa Catarina, além da Delegacia de Polícia de Pires do Rio (GO).
As investigações continuam sob responsabilidade da PCGO, que poderá divulgar novos desdobramentos nas próximas etapas do processo.