Polícia investiga nova câmera do prédio onde corretora sumiu em Caldas (GO)
Perícia realizou varredura no prédio e busca o registro do que ocorreu após Daiane Alves de Souza descer ao subsolo para checar queda de energia e desaparecer
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O mistério sobre o paradeiro da corretora de imóveis Daiane Alves, 43 anos, ganhou um novo capítulo técnico com o foco das autoridades voltado para um ponto específico do condomínio, a câmera de segurança posicionada acima dos padrões de energia. Na última sexta-feira (16), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu o DVR, aparelho que armazena todas as gravações do edifício, para analisar as imagens do subsolo, último local onde a mulher foi vista antes de desaparecer.

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Na noite de 17 de dezembro, a falta de energia em um único apartamento chamou a atenção da moradora. Ao constatar que o restante do prédio seguia iluminado, ela decidiu descer para entender o que havia acontecido, gravando a situação e enviando para uma amiga. A decisão marcou o último registro conhecido de sua movimentação.
Um dos maiores enigmas citados pela família é o fato de Daiane ter saído de casa deixando a porta do apartamento aberta ao entrar no elevador. No entanto, quando sua filha chegou ao imóvel, a porta estava trancada, o que levanta suspeitas sobre uma possível intervenção no local após a descida da corretora ao subsolo.
Perícia em “pontos cegos” e porta trancada
Na manhã deste sábado (17), peritos criminais retornaram ao prédio para realizar novos exames em pontos estratégicos e nos arredores do condomínio.

A Polícia Civil confirmou que está reconstituindo minuciosamente cada passo de Daiane Alves naquela noite. O material apreendido passa agora por uma análise em laboratório para recuperar possíveis imagens que mostrem a movimentação na garagem e nas rotas de saída do prédio no exato momento do sumiço.
Subsolo concentra as principais dúvidas
No ambiente dos padrões de energia existe uma câmera de segurança que registra a saída de moradores, localizada acima do padrão de energia. As imagens desse equipamento não foram disponibilizadas à família.

O sistema que armazena as gravações foi recolhido pela Polícia Civil, assim como outros dispositivos que monitoram a garagem e a circulação de moradores.

Ainda na sexta-feira (16), a Polícia Civil comunicou em nota que estruturou uma força-tarefa dedicada à investigação do sumiço de Daiane Alves. passando o trabalho para o setor de homicídios da PC de Goiás. As equipes devem atuar em levantamentos no local, coleta de informações e outras avaliações técnicas para localizar a corretora.
Documento revela conflitos com o condomínio
Além dos registros internos, um documento de assembleia geral realizada em agosto do ano passado passou a integrar o contexto do caso. Na ocasião, 52 moradores votaram pela não permanência de Daiane Alves no prédio, formalizando conflitos entre a corretora e o condomínio.

Após a decisão, Daiane Alves recorreu à Justiça e obteve uma liminar que suspendeu os efeitos da assembleia, permitindo que ela continuasse frequentando o local enquanto a questão era discutida judicialmente.
Um mês sem respostas mobiliza familiares e amigos
Neste sábado (17), completou-se um mês do desaparecimento da corretora uberlandense Daiane Alves, em Caldas Novas (GO). Familiares e amigos se reuniram na praça Tubal Vilela, no Centro de Uberlândia, para cobrar respostas das autoridades sobre o caso, marcado por conflitos e por muitas perguntas ainda sem resposta.
Em entrevista à TV Paranaíba, pessoas próximas à Daiane relataram os problemas enfrentados no condomínio e destacaram a angústia diante da falta de esclarecimentos sobre o paradeiro da corretora.