Polícia identifica homem encontrado morto em Uberlândia

Thiago Dias de Oliveira, de 38 anos, foi sepultado nesta quarta-feira (25); Polícia Civil investiga execução por "tribunal do crime" após corpo ser achado com sinais de tortura e perfurações

, em Uberlândia

Foi identificado como Thiago Dias de Oliveira, de 38 anos, o homem encontrado morto em Uberlândia, às margens do Rio Uberabinha, nas proximidades da Ponte de Arame, zona sul de Uberlândia. O corpo da vítima, que apresentava sinais severos de violência, foi sepultado às 15h desta quarta-feira (25) no Cemitério Bom Pastor.

Polícia Militar e perícia técnica isolam área próxima à Ponte de Arame, onde corpo foi localizado com sinais de execução – Crédito: TV Paranaíba

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De acordo com as investigações da Polícia Civil, a principal linha de apuração indica que Thiago tenha sido vítima do chamado “tribunal do crime”, modalidade de execução sumária praticada por organizações criminosas. A vítima possuía passagens pela polícia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Cenário do crime e perícia

O corpo foi localizado por populares em uma área de difícil acesso, a cerca de 50 metros da estrada de terra que leva à cachoeira do Bom Jardim. No momento do achado, Thiago estava com as mãos amarradas e o corpo enrolado em um tapete.

A perícia técnica identificou pelo menos oito perfurações causadas por faca, além de um corte profundo na região da nuca. Para tentar ocultar o cadáver, os autores jogaram entulho e lixo sobre a vítima. O estado de conservação do corpo no dia em que foi encontrado sugeria que o homicídio havia ocorrido em um intervalo inferior a 24 horas.

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Dinâmica em investigação

A Polícia Civil agora trabalha para determinar se a execução ocorreu no local onde o corpo foi abandonado ou se a região da Ponte de Arame serviu apenas como “ponto de descarte”.

O velório de Thiago teve início às 8h desta quarta-feira, seguido pelo enterro durante a tarde. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, mas os investigadores buscam identificar os responsáveis pela sessão de “julgamento” e execução da vítima.