Polícia Civil indicia Renê Júnior e sua esposa delegada pela morte do gari em BH
O empresário Renê Júnior irá responder por homicídio duplamente qualificado; já a esposa dele por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
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A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, 47, pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, nesta sexta-feira (29). A conclusão do inquérito policial foi divulgada pela corporação em uma coletiva de imprensa.
Agora, Renê Júnior responderá na Justiça por homicídio duplamente qualificado, pelo motivo fútil e pelos meios que impediram a defesa da vítima. Além disso, o indiciado também responderá pela prática de ameaça contra a motorista do caminhão de lixo e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
Segundo a Polícia Civil, a esposa do indiciado, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, responderá por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A arma utilizada por Renê Júnior na data do crime, uma pistola calibre .380, pertence à esposa.
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A Polícia Civil também informou, na coletiva de imprensa, que a pena de Renê Júnior pode chegar até 35 anos. A investigação apontou que, diferente do que o investigado alegou em seu depoimento, ele tinha consciência do crime que cometeu, uma vez que fez pesquisas no celular sobre as consequências do que ele havia praticado.
Já a delegada esposa dele, poderá receber uma pena de 2 a 4 anos. Por ser servidora pública, Ana Paula Balbino ainda recebe um aumento da pena, que ainda será analisada e decidida pelo Poder Judiciário. Ela se tornou investigada pelo inquérito após os policiais notarem que ela tinha ciência de que o marido dela fazia uso constante de sua arma de fogo.
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O Paranaíba Mais entrou em contato com a defesa de Renê Júnior para saber o seu posicionamento. Em resposta, o advogado Bruno Rodrigues, da OAB do Rio de Janeiro, disse que a defesa apresentou ao Ministério Público (MP) um pedido para reprodução simulada dos fatos – uma encenação do que aconteceu entre Renê Júnior e Laudemir Fernandes – nesta sexta-feira. A defesa se manifestará por meio de nota após a apreciação do MP sobre o pedido.
Relembre o crime
Renê Júnior confessou ter disparado contra o gari Laudemir Fernandes, 44, em um depoimento no dia 18 de agosto, em BH. A confissão veio após o laudo balístico apontar que o tiro que matou a vítima saiu da arma que o empresário transportava no carro.
O gari foi morto enquanto trabalhava no bairro Vista Alegre, no dia 11 de agosto. Renê Júnior foi passar pela rua onde os trabalhadores estavam e se irritou com a passagem do caminhão de lixo pela via. Segundo testemunhas, Laudemir foi morto tentando defender a motorista do caminhão, que era ameaçada pelo empresário.