Operações Rota Andina e Paper Stone revelam como grupo lavava dinheiro em Uberlândia
Investigação aponta uso de empresas de fachada, “laranjas” e carros de luxo para movimentar milhões ligados ao tráfico internacional de drogas
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As operações Rota Andina e Paper Stone identificaram um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas com atuação em Uberlândia e Ituiutaba. Segundo a Polícia Federal (PF), os investigados utilizavam empresas de fachada, contas em nome de terceiros e veículos de luxo para ocultar a origem do dinheiro movimentado pela organização criminosa.
As informações foram detalhadas nesta terça-feira (12), durante coletiva realizada na sede da Polícia Federal, em Uberlândia. De acordo com Hugo Lisita, chefe da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Goiás, as apurações começaram após a apreensão de aproximadamente 470 quilos de cocaína em Santa Rita do Araguaia (GO), em 2025.
A droga era transportada em uma aeronave interceptada pelas forças de segurança. A partir da apreensão, os investigadores rastrearam o núcleo financeiro responsável por financiar a logística do tráfico.

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Esquema de tráfico em Uberlândia usava “laranjas”
Segundo a Polícia Federal, parte da organização criminosa atuava diretamente no Triângulo Mineiro, principalmente em Uberlândia e Ituiutaba. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para movimentar grandes quantias de dinheiro sem despertar suspeitas.“Muitas vezes são pessoas sem capacidade financeira aparente, mas que aparecem movimentando grandes valores em curto período de tempo”, explicou Hugo Lisita.
Além disso, os investigadores identificaram empresas registradas apenas formalmente, sem atividade comercial efetiva, usadas exclusivamente para movimentações financeiras ligadas ao grupo.
Veículos de luxo eram usados para ocultar patrimônio

Outro ponto identificado pela Polícia Federal foi o uso de veículos de luxo vinculados aos investigados. Durante a operação, modelos de alto valor foram apreendidos e encaminhados para a sede da Polícia Federal em Uberlândia. Entre eles, veículos das marcas Porsche e Land Rover Discovery.
Segundo a PF, os automóveis eram usados tanto para ocultação patrimonial quanto para conversão rápida dos bens em dinheiro. “Esses veículos funcionavam como reserva financeira e também eram utilizados para ostentação”, afirmou o delegado.
Operações seguem com foragidos no Triângulo Mineiro
Ao todo, as operações cumprem 41 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de prisão e ordens de apreensão de dezenas de veículos.
As medidas judiciais também incluem bloqueios patrimoniais estimados em cerca de R$ 98 milhões. Parte dos investigados já foi presa, mas, segundo as autoridades, ainda há foragidos no Triângulo Mineiro.
As operações seguem em andamento e novas ações não estão descartadas.