Operação Caça-Fantasmas prende vereador e afasta 7 servidores em Uberaba
Segunda fase cumpre 15 mandados de busca, leva à prisão temporária de parlamentar e afasta sete servidores; 55 policiais participaram da operação
A segunda fase da Operação Caça-Fantasmas levou à prisão temporária de um vereador e ao afastamento de sete servidores ligados ao gabinete do parlamentar nesta terça-feira (1º), em Uberaba. A Polícia Civil (PC) cumpriu ainda 15 mandados de busca e apreensão, inclusive na Câmara Municipal, onde recolheu documentos relacionados à investigação.
Segundo o delegado Tiago Cruz, da Delegacia Rural, a Justiça determinou a prisão temporária do parlamentar e o afastamento dos sete servidores. Ao todo, 55 policiais civis participaram da operação.
Em nota enviada ao Portal Paranaíba Mais, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou o cumprimento das medidas cautelares, mas informou que não poderia fornecer outros detalhes devido ao sigilo determinado pela Justiça.

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Polícia faz buscas no gabinete de vereador
Policiais civis estiveram na Câmara Municipal de Uberaba durante a manhã e cumpriram um mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador investigado. Os agentes recolheram documentos que serão analisados durante a investigação. O diretor-geral da Câmara, Rodrigo Souto, afirmou que o Legislativo permitiu o acesso dos policiais às dependências da Casa e auxiliou no cumprimento da ordem judicial.
Segundo ele, até a conclusão das buscas, a Câmara ainda não havia recebido uma comunicação formal com o conteúdo da decisão judicial. “A Câmara ainda não foi notificada formalmente da decisão. Nós auxiliamos a Polícia Civil no cumprimento do mandado de busca e apreensão de documentos referentes ao caso”, afirmou.
Souto acrescentou que os policiais concluíram os trabalhos no Legislativo após recolherem a documentação indicada no mandado.
Câmara aguarda decisão para avaliar medidas
O procurador-geral da Câmara de Uberaba, Diógenes Sene, também acompanhou as buscas. Segundo ele, o presidente da Casa acompanhou a ação para tomar conhecimento dos procedimentos realizados no local.
Sene afirmou que o Legislativo aguardará a comunicação oficial da Justiça antes de avaliar eventuais medidas administrativas ou jurídicas relacionadas ao caso. “A Câmara Municipal ainda não foi comunicada oficialmente. Precisamos tomar conhecimento da decisão para verificar juridicamente o que será feito”, declarou.
Segundo o procurador, a presidência e a Mesa Diretora deverão analisar a situação após terem acesso ao conteúdo da decisão judicial.

Operação cumpre 15 mandados e afasta sete servidores
A segunda fase da Operação Caça-Fantasmas mobilizou 55 policiais civis para cumprir as medidas determinadas pela Justiça. A ação teve:
- 15 mandados de busca e apreensão;
- prisão temporária de um vereador;
- afastamento de sete servidores ligados ao gabinete do parlamentar;
- apreensão de documentos no gabinete do vereador na Câmara Municipal.
A Polícia Civil não informou os endereços de todas as buscas nem detalhou os fatos investigados nesta segunda fase. Segundo a corporação, o processo está sob sigilo judicial.
Primeira fase apurou suspeita de funcionários fantasmas
A primeira fase da Operação Caça-Fantasmas investigou a suspeita de um esquema envolvendo servidores que receberiam salários sem exercer regularmente as funções para as quais foram contratados, os chamados “funcionários fantasmas”.
Naquela etapa, a investigação apontou suspeita de desvio de aproximadamente R$ 600 mil. Até o momento, a Polícia Civil não informou se a segunda fase identificou novos valores ou modificou a estimativa relacionada ao caso.
Os documentos recolhidos nesta terça-feira serão analisados pelos investigadores. A Câmara Municipal informou que aguardará a comunicação oficial da Justiça para avaliar quais medidas deverão ser tomadas em relação ao vereador e aos servidores afastados.
O Portal Paranaíba Mais acompanha os desdobramentos da Operação Caça-Fantasmas e atualizará a reportagem conforme novas informações forem divulgadas pelas autoridades.