Nova ferramenta do Banco Central barra mais de 1,6 mil fraudes em 48 horas
BC Protege+ estreou nesta semana, já impediu tentativas de abertura ilegal de contas e virou a principal aposta da instituição para conter golpes que usam dados de cidadãos e empresas
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Em apenas dois dias de funcionamento, o BC Protege+, nova ferramenta do Banco Central contra fraudes na abertura de contas, registrou 1.630 tentativas bloqueadas, após ser ativado por 145,5 mil pessoas e consultado 1,9 milhão de vezes por instituições financeiras.
Lançado na segunda-feira (1º), o serviço gratuito permite que cidadãos e empresas informem oficialmente que não autorizam a criação de contas ou a inclusão de seus dados como titulares ou representantes, mecanismo que já mudou o fluxo de prevenção ao golpe mais comum do mercado financeiro hoje: o uso indevido de identidade.

O sistema, que aparece como uma camada extra para reforçar a segurança digital, funciona a partir de um aviso simples. Ao ativar a nova ferramenta do Banco Central, o BC Protege+, o usuário comunica ao Banco Central que não quer abrir nenhuma conta e cabe às instituições financeiras consultarem o banco de dados antes de concluírem qualquer cadastro. Essa verificação, que passou a ser obrigatória, impede que contas-correntes, poupanças ou contas de pagamento pré-pagas sejam criadas sem autorização do titular.
O objetivo é evitar que fraudadores utilizem informações de terceiros para contratar produtos financeiros ou movimentar recursos usando documentos falsificados. A proteção vale tanto para pessoas físicas quanto para empresas, e pode ser ativada ou desativada por quem tem conta gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas.
Como ativar a proteção
Para indivíduos, o caminho é acessar a área logada do Meu BC, localizar o serviço BC Protege+ e ativar a proteção. Para empresas, o procedimento é semelhante, mas exige que o sócio, representante ou colaborador cadastrado no módulo de empresas do gov.br acesse o sistema e selecione os dados do titular que deseja proteger.
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A escolha fica registrada automaticamente no banco de dados do Banco Central. A qualquer momento, caso a pessoa deseje abrir uma conta ou ser incluída em uma existente, basta desativar temporariamente a proteção, com a possibilidade de programar a data exata de reativação, garantindo que a segurança seja restabelecida após o procedimento.
Como funciona na prática
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Com a proteção ativa, as instituições financeiras não podem:
- Abrir novas contas em nome do usuário;
- Incluir o titular como representante ou correntista;
- Prosseguir com o cadastro sem informar o cidadão sobre a restrição.
O sistema também oferece transparência: na área “Histórico de Consultas”, o usuário pode verificar quais bancos consultaram seu CPF ou CNPJ e por qual motivo, seja tentativa de abertura de conta ou inclusão como representante.
O serviço já vale para todas as instituições financeiras e cobre inclusive novas contas abertas em bancos nos quais o cliente já possui relacionamento.
Com o volume expressivo de consultas e bloqueios logo nos primeiros dias, o Banco Central aposta no BC Protege+ como uma das iniciativas mais robustas para reduzir fraudes de identidade e reforçar a proteção dos usuários em um cenário de golpes cada vez mais sofisticados.