Mulher acha câmera escondida no quarto e denuncia ex em Uberaba

Vítima descobriu espionagem no ventilador de teto após relato da filha; suspeito de 44 anos, que tem histórico de violência, é procurado

, em Uberlândia

Uma moradora de Uberaba, no bairro Recreio dos Bandeirantes, denunciou o ex-companheiro à Polícia Militar após descobrir uma câmera escondida instalada dentro de seu próprio quarto. O flagrante ocorreu na noite desta segunda-feira (13), depois que uma das filhas do casal relatou ter visto o pai, de 44 anos, observando imagens da mãe em tempo real pelo celular. Ao vistoriar o cômodo, a vítima encontrou o equipamento oculto no suporte do ventilador de teto. O suspeito, que não aceita o fim do relacionamento de 18 anos, fugiu antes da chegada dos militares e está sendo procurado.

Câmera escondida no quarto
Mulher acha câmera no ventilador instalada por ex-marido – Crédito: PM/Divulgação

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Mulher acha câmera escondida no quarto

De acordo com a ocorrência, assim que recebeu o alerta da filha, a vítima notou que o acabamento do ventilador de teto não estava encaixado corretamente.

Ao subir para verificar o suporte do aparelho, confirmou a presença de uma pequena câmera escondida no quarto, conectada à fiação interna, posicionada estrategicamente para filmar todo o cômodo.

Ela removeu o dispositivo e cortou os cabos para interromper a transmissão e acionou a Polícia Militar via Copom.

Histórico de violência e ciúmes

Em depoimento aos policiais, a vítima relatou que o relacionamento de 18 anos terminou há cerca de dois meses, mas o homem não teria aceitado a separação. Ela descreveu o ex-companheiro como uma pessoa possessiva, ciumenta e com histórico de consumo excessivo de álcool.

A mulher informou que já possuiu uma medida protetiva contra o suspeito no passado, porém, o documento não estava mais em vigor no momento da nova ocorrência.

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Buscas e investigação

A Polícia Militar realizou diligências em Uberaba, no endereço apontado como residência do homem de 44 anos, mas ele não foi localizado até o fechamento desta matéria.

O caso agora segue para a Polícia Civil, que deve periciar o equipamento apreendido para verificar o conteúdo das gravações e se as imagens foram compartilhadas ou armazenadas de forma indevida

O crime de registro não autorizado da intimidade sexual, agravado pelo contexto de violência doméstica, prevê penas que podem incluir a detenção, além de sanções civis pela invasão de privacidade.