Mortes em operação da PM são investigadas em Minas

Investigações apuram quatro casos ocorridos durante ofensiva policial em Campo Belo após assassinato de sargento e avanço contra o crime organizado na cidade

, em Uberlandia

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O Ministério Público de Minas Gerais instaurou quatro procedimentos para apurar mortes em operação da Polícia Militar, durante buscas a suspeitos de matar um sargento da corporação, em Campo Belo, no Centro-Oeste do estado. As apurações estão sob responsabilidade da 3ª Promotoria de Justiça do município, que atua no controle externo da atividade policial.

 

mortes em operação entram na mira do mp após ação da pm em mg
No balanço da PM, ao menos 7 suspeitos foram mortos em confronto com policiais – Crédito: Freepick

Foram abertos quatro Procedimentos Investigatórios Criminais para investigar, de forma individual, as circunstâncias das mortes de Ryan Junio Oliveira, Estevão Luiz Vaz Santos, Andreallys Conrado Silveira Inácio e Rodrigo Junio Silva.

Segundo o órgão, cada caso será analisado separadamente para garantir o cumprimento da legislação e a devida individualização das responsabilidades. As investigações são conduzidas diretamente pelo Ministério Público, sem depender de inquérito policial, com apoio técnico do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública.

O prazo inicial para conclusão dos procedimentos é de 30 dias, podendo ser prorrogado conforme a complexidade dos fatos. O órgão não descarta a abertura de novas investigações caso outros episódios sejam formalmente comunicados.

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Mortes em operação ocorrem após assassinato de sargento

O cenário das mortes em operação ocorreram na chamada Operação Sargento Rodrigo, iniciada após o assassinato do sargento Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos, no dia 4 de março.

 

Foto do corpo e do policial morto por criminosos
Rodrigo foi assassinado a tiros na noite do dia 4 de março, quando chegava em casa de carro – Crédito: Reprodução/ RECORD Minas

O militar, que atuava no setor de inteligência da Polícia Militar, foi morto a tiros qunado chegava em casa, no bairro Vila Brasil Vilela. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro e efetuaram diversos disparos. O filho do policial estava no veículo e sofreu ferimentos leves.

A partir do crime, a corporação iniciou uma ofensiva para localizar os responsáveis e combater a atuação de organizações criminosas na cidade.

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Confrontos marcam avanço da operação

Desde o início da operação, sete suspeitos morreram em confrontos com policiais, conforme informações da própria corporação. As ocorrências envolvem trocas de tiros em áreas apontadas como pontos de atuação do tráfico de drogas. No balanço da polícia, ao menos 7 suspeitos morreram em confronto com os militares

Em uma das ações mais recentes, três homens morreram após confronto com equipes do Grupo Tático Rodoviário. De acordo com a polícia, os suspeitos teriam reagido durante uma intervenção que buscava evitar um possível embate entre facções rivais.

Prisões e apreensões reforçam ofensiva

O balanço divulgado pela Polícia Militar aponta resultados expressivos no combate ao crime organizado. Ao todo, 14 pessoas foram presas, entre flagrantes e cumprimento de mandados judiciais. Também foram apreendidas armas de diferentes calibres, incluindo pistolas, revólveres e um fuzil 5.56, além de grande quantidade de drogas, dinheiro e munições. Segundo a corporação, os investigados fariam parte de uma organização criminosa ligada ao tráfico e teriam planejado a morte do sargento como retaliação à atuação dele contra o grupo.

Operação segue sem prazo e MP promete rigor

A Polícia Militar informou que a operação continua por tempo indeterminado, com reforço de equipes especializadas, como o Grupo Tático Rodoviário e o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas.

O objetivo é localizar todos os envolvidos no assassinato do policial e enfraquecer a atuação de facções criminosas em Campo Belo. Já o Ministério Público destacou que acompanha o caso com rigor e atenção, reforçando o compromisso com uma apuração imparcial e transparente, garantindo o respeito aos direitos fundamentais e o controle das ações das forças de segurança.

*Com informações do Portal R7