Médico que matou namorada em Patos de Minas se envolve em briga dentro do presídio

Condenado por homicídio, estupro e tráfico, oftalmologista se envolve em confusão em unidade prisional de Patos de Minas

, em Uberlândia

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O oftalmologista Daniel Tolentino de Sousa, que cumpre pena por homicídio, estupro e tráfico de entorpecentes, foi citado em novo boletim de ocorrência após se envolver em uma briga no Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. O motivo, segundo a Polícia Penal, teria sido o controle da distribuição de refeições entre os internos.

O episódio aconteceu na tarde de terça-feira (27), quando agentes encontraram um detento de 28 anos com marcas visíveis de agressão em diversas partes do corpo. Ele apontou Tolentino como responsável pelos golpes, afirmando que foi atacado após contestar como os alimentos estavam sendo repassados dentro da cela.

Daniel Tolentino, de branco
Daniel Tolentino, de branco, foi condenado a mais de 16 anos de prisão pela morte da namorada em Patos de Minas – Crédito: TV Paranaíba

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Segundo o relato do Boletim de Ocorrências, Tolentino estaria impondo regras próprias para a entrega da comida fornecida pela penitenciária, tentando tirar benefício dessa prática. Quando o companheiro de cela se recusou a aceitar a imposição, foi agredido com socos e empurrões.

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A equipe de segurança interveio rapidamente, e o detento ferido foi levado para avaliação médica. Posteriormente, ele foi transferido para outro espaço da unidade para evitar novos conflitos. Em sua defesa, Daniel Tolentino negou todas as acusações e alegou que não participou de nenhuma atitude violenta ou irregular.

A Polícia Civil recebeu o BO e avaliará se há base para novas sanções penais ou administrativas contra o preso. Já a direção do presídio instaurou um procedimento interno para investigar o caso.

“Tanto Daniel Tolentino quanto o outro detento envolvido serão submetidos ao Conselho Disciplinar da unidade. Com base na apuração, ambos poderão ser penalizados administrativamente, conforme previsto nas normas internas do sistema prisional”, afirmou a instituição.

Condenação por homicídio

O médico foi sentenciado a 16 anos e 7 meses de prisão, acusado pela morte da namorada Roberta Pacheco, de 22 anos, que ocorreu em março de 2019, em Patos. A decisão do júri popular saiu no dia 15 de maio, e a Justiça determinou que ele cumpra a pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

O crime aconteceu em um quarto de hotel onde o casal estava hospedado. Roberta sofreu convulsões e uma parada cardíaca, sendo socorrida, mas morreu 13 dias depois no hospital.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, a jovem tinha diversos hematomas, indício de agressões. Ela chegou a mandar uma mensagem para uma amiga pedindo ajuda para sair do local. Laudos apontaram que Roberta ingeriu anabolizantes e cocaína, substâncias oferecidas por Daniel Tolentino, segundo a apuração da TV Paranaíba. A combinação causou uma overdose que levou à morte da dentista.