Médico Daniel Tolentino é condenado a 16 anos e 7 meses de prisão por morte de namorada em Minas Gerais
Júri em Patos de Minas reconheceu os crimes de homicídio simples, estupro e tráfico privilegiado, ele cumprirá pena em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade
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O médico Daniel Tolentino foi condenado a 16 anos e 7 meses de prisão, acusado pela morte da namorada Roberta Pacheco, de 22 anos, em março de 2019, em Patos de Minas. A decisão do júri popular saiu nesta quinta-feira (15), e a Justiça determinou que ele cumpra a pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
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Tolentino foi considerado culpado pelos crimes de homicídio simples (8 anos), estupro de vulnerável (8 anos) e tráfico privilegiado de drogas (7 meses).
O caso
O crime aconteceu em um quarto de hotel onde o casal estava hospedado. Roberta sofreu convulsões e uma parada cardíaca, sendo socorrida, mas morreu 13 dias depois no hospital.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, a jovem tinha diversos hematomas, indício de agressões. Ela chegou a mandar uma mensagem para uma amiga pedindo ajuda para sair do local. Laudos apontaram que Roberta ingeriu anabolizantes e cocaína, substâncias oferecidas por Daniel Tolentino, segundo a apuração da TV Paranaíba. A combinação causou uma overdose que levou à morte da dentista.
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Mais de 20 pessoas foram ouvidas durante a investigação. O médico sempre negou as acusações e afirmou que a companheira passou mal durante o ato sexual e que ele tentou socorrê-la.

Após ser preso no início do inquérito, Daniel Tolentino havia obtido o direito de responder ao processo em liberdade, benefício que agora foi revogado com a sentença condenatória.