Manicure enfrenta bandido em salão de beleza no Rio, arranca a roupa do criminoso e recupera seu celular após levar 1 soco na boca; colega perde 2 aparelhos na confusão
Deise Uellen partiu para a luta ao ver o celular sendo roubado, foi agredida no rosto mas conseguiu reaver o aparelho; entenda como foi o confronto dentro do salão
Durante um assalto no centro do Rio de Janeiro, uma manicure entrou em luta corpo a corpo com um criminoso, arrancou seu capacete e seu casaco e ainda conseguiu recuperar o próprio celular; confira como a confusão terminou.
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Manicure enfrenta bandido e reage sozinha dentro do salão
Um assalto dentro de um salão de beleza no centro do Rio de Janeiro terminou em confronto direto entre uma funcionária e o criminoso. Deise Uellen, manicure do estabelecimento, foi quem partiu para a briga no momento em que o homem tentava fugir com pertences das clientes. Na tentativa de impedir a fuga, ela arrancou o capacete e o casaco que o suspeito usava, além de segurar o próprio celular, que já estava nas mãos dele.
A reação, no entanto, teve um preço. Durante o embate, o assaltante acertou um soco no rosto da profissional, que ficou com o lábio ferido e sangrando. Mesmo assim, Deise não deixou o aparelho ir embora com o criminoso.
“Ele acertou, porque foi na hora da porta ali, ele querendo fugir, e eu ali, eu não tive nem reação, porque ele pensou que eu ia em choque”, contou a manicure à Record RJ, ao relembrar o momento em que percebeu a movimentação suspeita do homem dentro do salão.
Como começou a confusão no salão de beleza
Segundo o relato da própria vítima, tudo começou quando ela imaginou se tratar de um entregador entrando no local. A desconfiança só surgiu quando o homem fez um movimento em direção à própria roupa, o que a fez entender rapidamente que se tratava de um assalto.
“Quando eu vi, aí pronto, é assalto na minha mente. Aí eu dei um grito, e aí eu fechei a porta, da porta eu peguei e joguei ele aqui”, descreveu Deise sobre os primeiros segundos da ação, que aconteceu de forma rápida e sem tempo para pedir ajuda de imediato.
Mesmo gritando por socorro, a manicure afirmou que ninguém no entorno reagiu ao pedido de ajuda. “Eu pedia socorro, que era ladrão, ladrão, ladrão, e cadê o povo? Ninguém, ficou todo paralisado”, relatou, ao descrever a sensação de estar praticamente sozinha durante o confronto.
Manicure recupera celular após luta, mas colega tem aparelhos levados
Apesar da correria e da dor no rosto, Deise conseguiu reaver o próprio aparelho, que caiu no chão do salão durante a briga. Já outra funcionária do local, identificada como Alexandra, não teve a mesma sorte e acabou tendo os telefones celulares roubados pelo criminoso, que fugiu em seguida.
Alexandra contou que estava sentada, com os aparelhos próximos a ela, quando o assaltante identificou os objetos e avançou em sua direção. “Ele deve ter visto dois telefones, mais um eu na mão, aí falou, é ali que eu vou pegar. E pegou, e veio para cima dela”, explicou, ainda impressionada com a reação da colega durante o assalto. “Eu não esperava o instinto dela, porque a braba sou eu, mas ela foi mais braba do que eu.”
Após adrenalina passar, manicure sente dor e reflete sobre a reação
Horas depois da confusão, o cansaço e a dor física começaram a aparecer. Deise relatou dificuldade para dormir na noite seguinte ao assalto, já que o corpo ainda estava em estado de alerta pela quantidade de adrenalina liberada durante a briga.
“Foi hoje de manhã que caiu a realidade, porque ainda estava o meu corpo e não consegui dormir. E aí, o meu corpo estava todo naquela agitação ainda, eu fiquei rolando, rolando na cama”, disse a manicure, reconhecendo o risco da própria atitude durante o assalto. “Caí na real, que loucura que eu fiz.”
A profissional afirmou que o principal motivo para a reação impulsiva foi perceber que o próprio celular estava sendo levado durante o assalto. “Carregando, estava carregando o meu celular. Aí eu falei assim, meu celular não, na hora eu dei um desespero”, relembrou, explicando que não pensou em possíveis riscos, como o criminoso estar armado, no momento da reação.
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