Mais de 200 pessoas morreram afogadas em MG em 2024; Uberaba lidera no Triângulo Mineiro
Com 17 mortes registradas até agora, cidade lidera os índices na região; Bombeiros reforçam alertas para prevenção em rios, lagoas e represas
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Segundo os dados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), entre janeiro e novembro de 2024, pelo menos 205 pessoas morreram afogadas no estado. Houve uma queda de cerca de 31% em relação ao ano passado, quando foram contabilizadas 299 ocorrências. Em 2022, o total foi de 234 casos.
No Triângulo Mineiro, considerando as regiões de Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas e Araguari, já foram registradas 29 vítimas fatais neste ano.
Esses números podem preocupar, já que representam a perda de vidas, reforçando a necessidade de atenção redobrada por parte das autoridades e da população.
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Uberaba é a cidade que lidera nos índices de vítimas fatais de afogamento
Ainda conforme os dados do Triângulo, em 2024, 17 casos de afogamento foram notificadas em Uberaba. Em seguida, Patos de Minas registrou 5 casos; Uberlândia teve 4e Araguari notificou 3.
Nos últimos meses, o aumento da frequência desses incidentes tem chamado atenção, com ocorrências registradas em intervalos curtos de tempo. Alguns foram até noticiados noParanaíba Mais.
Entre os casos, está o afogamento de uma criança de dois anos em uma lagoa, na região de Conceição das Alagoas, ainda em dezembro.
Outros casos trágicos ocorreram ao longo do mês de novembro, incluindo o afogamento de um adolescente de 14 anos em um açude em Uberaba, e de um homem de 35 anos no Rio Paranaíba, em Santa Vitória.
Também em novembro, outro homem perdeu a vida na represa de Miranda, em Araguari, enquanto outro morreu em Patrocínio ao tentar recuperar um anzol do fundo de uma represa.
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VEJA MAIS:
• Adolescente de 14 anos morre afogado em açude em Uberaba
• Homem de 35 anos morre afogado no Rio Paranaíba em Santa Vitória
Ainda em Ituiutaba, uma criança de 1 ano e 8 meses se afogou em uma piscina, destacando a preocupação com os riscos de afogamento em locais não supervisionados.
Além disso, em Uberaba, uma criança de 1 ano e 4 meses precisou ser resgatada com urgência pela equipe do Corpo de Bombeiros;
Esses casos alertam a preocupação para uma ocorrência recorrente de afogamentos, que reforçam a necessidade do cuidado pessoal, prevenção e conscientização dos cuidados para com ambientes com a presença de elementos aquáticos.
Segundo a Assessoria do Corpo de Bombeiros de Uberlândia, um dos maiores motivos das ocorrências de afogamento, além da influência do tempo, são os feriados e datas comemorativas — quando as pessoas decidem se juntar em comemoração, juntamente do consumo de desatenção.
“Além do clima, eventos específicos e feriados são os principais responsáveis para que as pessoas procurem mais lazer ao ar livre, como em rios ou lagos, onde as condições de segurança não são tão controladas. Aliado ao consumo de álcool, a prática de atividades aquáticas sem experiência ou em locais não supervisionados, e a presença de grandes grupos de pessoas podem gerar um ambiente mais propenso ao risco, pois a vigilância é reduzida e os comportamentos irresponsáveis são mais comuns”, compartilhou a instituição.
Pessoas com mais de 35 anos são maioria entre as vítimas que morreram afogadas
Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), uma pessoa a cada 90 minutos morre afogada no Brasil.
O afogamento é a 2ª maior causa de morte acidental de crianças de 1 a 4 anos no Brasil e a 4ª entre 5 e 24 anos.
Na região, a maioria dos casos fatais envolveu pessoas na faixa etária de 35 a 64 anos, com um total de 95 ocorrências — ainda conforme os dados fornecidos pelo CBMMG.
Em seguida, estão os jovens de 18 a 24 anos, com 36 casos, e depois pessoas da faixa etária de 25 a 29 anos, com 20 ocorrências.
Segundo o levantamento dos bombeiros, a maioria desses acidentes ocorreram em lagoas e represas. Em seguida, as cachoeiras também são os locais com maiores incidências das notificações.

Os afogamentos ocorrem com maior frequência em rios e lagos devido a uma combinação de fatores específicos desses ambientes, segundo os militares.
“Em rios e lagos, a água muitas vezes é turva, o que dificulta a visão de obstáculos submersos, como pedras, troncos e galhos. Isso aumenta o risco de quedas ou acidentes enquanto a pessoa nada ou tenta atravessar. Além disso, em muitos casos, as pessoas podem não saber a profundidade do local onde estão entrando, já que o fundo dos rios e lagos pode ser irregular, com áreas rasas seguidas por abismos. A mudança repentina de profundidade pode surpreender os nadadores e causar afogamentos”, informou.
Ainda conforme, não só, mas a temperatura da água, a força das correntezas e até mesmo a localidade, que pode interferir no tempo de salvamento, podem impactar nesses números.
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Verão se aproxima
Com algumas características próprias, algumas épocas do ano são mais propícias para a ocorrência de afogamentos, como no verão. O aumento das temperaturas pode favorecer para as pessoas terem mais atividades em ambientes com espaços e leitos aquáticos.
O CBM orienta que mesmo em locais que se pareçam tranquilos, como rios e lagos, os perigos podem ser inesperados. O uso de coletes salva-vidas é recomendado, especialmente para pessoas que não sabem nadar ou em situações de risco.
A presença de guarda-vidas e a educação sobre primeiros socorros são essenciais para a prevenção e resposta rápida em casos de emergência. E crianças exigem supervisionamento constante.
Para quem deseja aprender a nadar, a organização também oferece à população programas de aprendizado a natação e primeiros socorros para pessoas de baixa renda.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ainda orienta para os seguintes cuidados:
• Mantenha a supervisão constante de crianças;
• Priorize locais com guarda-vidas;
• Evite brincadeiras arriscadas na água;
• Nunca nade ou mergulhe após consumir bebidas alcoólicas.