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Laudo dos Bombeiros aponta que fagulha de isqueiro provocou explosão no Shopping Park

Perícia indica acúmulo de gás na cozinha e uso de isqueiro como provável ponto de ignição para explosão que destruiu apartamento e matou moradora

, em Uberlândia

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Um laudo técnico do Corpo de Bombeiros concluiu que a explosão em condomínio no bairro Shopping Park, em Uberlândia, registrada em setembro, foi acidental e causada por fagulha de isqueiro após acúmulo de gás de cozinha.

No documento consta que uma testemunha relatou ter ouvido o barulho da explosão e encontrado a jovem Danielle Silvestre nas escadas. Antes de ser levada ao hospital por vizinhos, Danielle, ainda consciente, porém muito ferida, disse que acordou para preparar comida.

No laudo, o relato da testemunha diz que a vítima pedia desculpas constantemente pelo ocorrido. Segundo esta pessoa, a jovem afirmou que estava dormindo, acordou com fome e apenas tentou preparar algo para comer quando acendeu o isqueiro, provocando a explosão. Ela ainda contou à vizinha que não sentiu cheiro de gás antes de usar o isqueiro.

explosão no Shopping Park
Interior do apartamento destruído pela explosão por gás no Shopping Park, em Uberlândia – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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O impacto causou danos na cozinha, sala e quartos, quebrou janelas e atingiu a área da escada e outros apartamentos do bloco. O laudo classifica o caso como ação pessoal acidental.

Um segundo laudo, contratado pelo condomínio, detalha que o vazamento começou após um líquido transbordar de uma panela. O derramamento apagou a chama do fogão, mas o gás continuou a sair, preenchendo o ambiente até o momento da ignição.

O caso

A jovem teve 90% do corpo queimado e morreu no dia 3 de outubro, após 17 dias internada no Hospital de Clínicas da UFU.

explosão em Uberlândia
Danielle foi vítima da explosão no bairro Shopping Park, em Uberlândia, e passou 17 dias internada no Hospital de Clínicas da UFU – Crédito: Reprodução/Redes sociais

O apartamento 401 foi interditado, mas o laudo técnico descarta risco de desabamento. A família da vítima informou que contratará uma perícia independente. Nenhuma reforma poderá ser feita no local até a conclusão dessa nova análise.

Os moradores do bloco atingido permanecem fora de suas casas, sem previsão de retorno.

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Custos e responsabilidades

A responsabilidade pelos custos das reformas ainda depende de definição judicial. O condomínio acionou uma seguradora e aguarda a análise do caso, que indicará quem deverá arcar com os prejuízos; seja o seguro, o próprio condomínio ou outra parte eventualmente responsabilizada. A resposta da seguradora deve acontecer em até 20 dias.