Laudo confirma vazamento acidental de gás em explosão no Shopping Park

Documento aponta causa acidental e mantém interdição do apartamento; uma jovem morreu no acidente

, em Uberlândia

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Um laudo pericial sobre a explosão no bairro Shopping Park, em Uberlândia, concluiu que o acidente que matou a jovem Danielle Silvestre, de 22 anos, e destruiu o apartamento 401 do Bloco 1B foi causado por um vazamento acidental de gás de cozinha.

De acordo com o documento, contratado pelo condomínio, o líquido que transbordou de uma panela apagou a chama de uma das trempes, causando acúmulo de gás no ambiente antes da ignição que provocou a explosão, no dia 16 de setembro.

Explosão por gás em Uberlândia
Cômodo ficou destruído após a explosão por gás em Uberlândia – Crédito: Corpo de Bombeiros/Reprodução

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O documento técnico contratado pelo condomínio Colina Sul também afirma que não há risco imediato de colapso total ou parcial do apartamento 401, mas recomenda que permaneça interditado até o fim das análises e da elaboração do projeto de reparos.

Em outubro, a Defesa Civil autorizou o início das obras em apartamentos liberados pelo laudo. A família de Danielle Silvestre informou ao condomínio que irá realizar uma perícia independente no imóvel onde ocorreu a explosão e, até que este laudo seja concluído, nenhuma intervenção poderá ser feita no apartamento atingido.

Os moradores dos demais apartamentos do bloco seguem fora de casa. Até o momento, não há qualquer previsão de quando eles poderão retornar às unidades.

O Paranaíba Mais solicitou um posicionamento oficial ao condomínio Colina Sul e aguarda retorno.

O Condomínio Residencial Colina Sul, por meio de nota, esclareceu que “diante do laudo técnico, e respeitando acima de tudo, todas as famílias envolvidas na explosão, estamos a disposição para qualquer explicação e as novas tratativas que irão acontecer para minimizar o sofrimento de todos os envolvidos”.

Quem deve arcar com as reformas?

A responsabilidade pelos custos das reformas ainda depende de definição judicial. O condomínio acionou uma seguradora e aguarda a análise do caso, que indicará quem deverá arcar com os prejuízos — seja o seguro, o próprio condomínio ou outra parte eventualmente responsabilizada. A resposta da seguradora deve acontecer em até 20 dias.

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A morte de Danielle Silvestre

Danielle Silvestre morreu no dia 3 de novembro, após 17 dias internada no Hospital de Clínicas da UFU. A jovem teve 90% do corpo queimado durante a explosão ocorrida em 16 de setembro.

O impacto arrancou parte do teto do imóvel e danificou quase todas as unidades do bloco, obrigando a evacuação total do edifício.

O que se sabe sobre a explosão no Shopping Park

Segundo a Defesa Civil, todos os móveis, roupas, eletrodomésticos foram consumidos pelo fogo. Os laudos de vistoria do Corpo de Bombeiros sobre a rede de gás do condomínio estavam em dia.

Moradores relataram que receberam um aviso sobre possível vazamento cerca de 45 minutos antes da explosão, mas Danielle não chegou a ver a mensagem. Após o acidente, vizinhos a socorreram e a levaram à UAI São Jorge. Depois, ela foi transferida ao Hospital das Clínicas da UFU, onde não resistiu às complicações das queimaduras graves.