Insegurança nas ruas de Uberlândia: pedintes causam medo e levantam debate sobre uso de drogas e violência
Reportagem revela como a presença de pedintes nas ruas da cidade tem assustado motoristas e pedestres; muitos admitem pedir esmolas para sustentar vícios
Insegurança nas ruas de Uberlândia, medo e incerteza. Essa tem sido a realidade enfrentada por moradores do município ao se depararem com pedintes nos semáforos e nas calçadas da cidade. O receio não está apenas na abordagem direta, mas no que está por trás dela: muitos desses pedintes são usuários de drogas, e alguns já têm histórico de furtos e violência.
Uma reportagem exibida nesta terça-feira (11), no programa Cidade Alerta Minas, escancarou essa realidade. Com o uso de câmeras escondidas, foram registrados relatos de pessoas em situação de rua que pedem dinheiro não por fome, mas para manter o vício em drogas como o crack. “A gente pede, mas é para comprar pedra mesmo”, confessa um dos entrevistados. Outro admite já ter cometido furtos para conseguir dinheiro.

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A presença constante desses indivíduos em cruzamentos movimentados e em regiões comerciais da cidade tem gerado desconforto. “A gente nunca sabe quem está pedindo por necessidade ou quem pode ser perigoso”, diz Lândria de Paula Santos, uma motorista de aplicativo, que relata já ter sido xingada ao negar ajuda.
O problema, segundo especialistas, não está na ajuda em si, mas na forma como ela é prestada. O coronel reformado da Polícia Militar Cláudio Vitor alerta: “É preciso ter cuidado. Nem sempre é possível distinguir um pedinte pacífico de alguém que pode agir com agressividade ou até cometer um crime”. Ele recomenda ações simples de autoproteção, como manter os vidros fechados, evitar parar por muito tempo em locais isolados e ter atenção redobrada ao embarcar ou desembarcar do veículo.

Além do medo, há um sentimento de impotência diante da complexidade do problema. Muitos dos entrevistados relataram ter abandonado tudo após traumas pessoais e mergulhado no vício. Um ex-cabeleireiro contou que foi para as ruas após a morte da mãe. Outro homem, de 65 anos, disse que chegou a trabalhar como peão de rodeio antes de se tornar dependente químico.
O cenário é alarmante e escancara uma questão social urgente: como lidar com o aumento de pessoas em situação de rua que usam a prática do “mangueio” — pedir esmolas — para sustentar a dependência química? E mais: como garantir a segurança da população que circula diariamente por esses espaços urbanos.
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Enquanto as respostas não chegam, cresce o sentimento de insegurança nas ruas de Uberlândia, um reflexo direto de um problema social que precisa ser enfrentado com políticas públicas, assistência social e, ao mesmo tempo, atenção às medidas de segurança individual.
Veja a reportagem completa: