Incêndio em Hong Kong: polícia prende 13 suspeitos e mortos chega a 151

Polícia informou que 104 corpos já foram identificados, mas ainda existem outras 30 pessoas desaparecidas após incêndio em Hong Kong

, em Uberlândia

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A Polícia de Hong Kong prendeu 13 pessoas por suspeita de homicídio culposo no incêndio que atingiu um prédio residencial em Tai Poi na última semana, segundo a imprensa internacional. O número de mortos subiu para 151 nesta segunda-feira (1º). Há ainda mais de 30 pessoas que estão desaparecidas.

Autoridades vasculhando apartamentos após incêndio em Hong Kong
Autoridades vasculham apartamentos em busca de corpos e pertences das vítimas que possam ajudar na identificação – Créditos: Polícia de Hong Kong/Divulgação

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O prédio residencial possuía oito blocos de 32 andares e cerca de 4.600 moradores, distribuídos em sete torres. Até o momento, as autoridades terminaram os trabalhos em cinco blocos e as buscas podem levar mais três semanas, segundo a Hong Kong Free Press.

As chamas começaram na última quarta-feira (26) e foram classificadas no nível máximo de gravidade, de número 5. O incêndio foi totalmente combatido no mesmo dia, após mais de 15 horas de trabalho das autoridades.

Segundo a Hong Kong Free Press, a superintendente-chefe Karen Tsang Shuk-yin, da unidade de investigação de vítimas da polícia, informou que dos que morreram, 104 já foram identificados.

Ainda não há confirmação oficial sobre a causa do incêndio. Contudo, conforme divulgado pelas autoridades, há suspeita de que a estrutura de andaimes de bambu presentes no local, comuns em prédios antigos da região, tenha contribuído para a propagação acelerada das chamas.

Bombeiros apagando o incêndio no complexo rsidencial em Hong Kong
Incêndio em condomínio de Hong Kong deixou mais de 150 mortos – Crédito: X/Reprodução

O governo de Hong Kong já vinha iniciando, desde março, um processo gradual de eliminação desse tipo de material por questões de segurança. No momento do incêndio, o prédio residencial passava por reforma há mais de um ano.

A tragédia reacendeu debates locais sobre fiscalização, manutenção de grandes complexos residenciais e a necessidade de acelerar a modernização de materiais utilizados em obras e reformas. Investigadores agora trabalham para reconstruir cada etapa da ocorrência, enquanto equipes sociais organizam apoio às famílias que perderam parentes na tragédia.