Homem é preso por jogar perfume e atear fogo na própria mãe em Uberaba

Vítima de 59 anos apresentava marcas de queimadura nas costas, mas recusou atendimento médico do Samu; filho foi localizado escondido no banheiro da residência

, em Uberlândia

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Um homem de 37 anos foi preso pela Polícia Militar (PM) na madrugada de domingo (13), suspeito de atear fogo nas costas da própria mãe, de 59 anos, em Uberaba.

As equipes atenderam o caso no bairro Residencial Estados Unidos após vizinhos e familiares acionarem a polícia relatando a agressão.

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Homem foi preso por atear fogo na própria mãe no bairro Residência Estados Unidos, em Uberaba – Crédito: Google Maps/Reprodução

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De acordo com o registro policial, a vítima relatou que passou a noite ingerindo bebidas alcoólicas com o filho e o companheiro. Ao retornarem para a residência em um carro de aplicativo, a mulher e o filho iniciaram uma discussão, até que ela pediu para que ele deixasse o imóvel.

Segundo o depoimento da mãe, o autor fez ameaças de morte e, em seguida, foi até o quarto onde ela estava deitada, jogou perfume em suas costas e ateou fogo. O próprio acusado e o padrasto teriam apagado as chamas logo em seguida.

Acusado de atear fogo  na mãe foi encontrado escondido no banheiro

Embora a vítima tenha informado no primeiro momento que o autor havia fugido, a equipe policial realizou buscas no imóvel e localizou o suspeito escondido atrás da porta de um dos banheiros.

Aos militares, o filho negou ter ateado fogo na mãe ou cometido agressões. Ele alegou ter consumido álcool combinado com medicamentos controlados (lorazepam e mirtazapina) e disse que se escondeu por medo ao saber que a PM seria acionada.

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O companheiro da vítima, que presenciou os fatos, confirmou aos policiais que o enteado jogou um líquido nas costas da mulher e ateou fogo, apagando o incêndio logo depois. A PM observou que todos os envolvidos apresentavam sinais visíveis de embriaguez.

Agressão confirmada e recusa de socorro

A vítima apresentava vermelhidão e hematomas nas costas compatíveis com queimadura, porém a colcha da cama não exibia marcas aparentes de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local, mas a mulher se recusou a receber atendimento médico ou a ser encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Ela declarou aos policiais que desejava apenas a remoção do filho da residência. No entanto, diante do relato das testemunhas e das marcas corporais, o homem recebeu voz de prisão, em tese, pelos crimes de lesão corporal e ameaça, sendo encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. A mãe aceitou ir à delegacia para prestar depoimento.

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