Homem é espancado em assalto armado envolvendo a própria companheira, no bairro Karaíba, em Uberlândia
Duas mulheres foram presas em flagrante e outros suspeitos seguem foragidos; vítima foi agredida na cabeça e recebeu atendimento médico
-
A Polícia Militar prendeu, na noite desta quarta-feira (9), duas mulheres suspeitas de participação em um assalto armado ocorrido em uma residência no bairro Jardim Karaíba, em Uberlândia. A vítima, um homem de 49 anos, foi agredida com coronhadas na cabeça, sofreu sangramento e teve sua motocicleta, celular, chaves e capacete subtraídos por cinco pessoas, entre elas, sua própria companheira.
De acordo com a Polícia Militar, a ação foi premeditada e contou com o envolvimento direto da mulher da vítima, de 26 anos, e de outra suspeita, de 42 anos. Os demais envolvidos são o filho dessa mulher e outro homem ainda não identificado. Eles fugiram após o crime e continuam sendo procurados.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Vítima foi agredida e precisou de atendimento médico
Segundo relatos colhidos pela Polícia Militar, por volta das 19h32, a vítima foi surpreendida em sua residência pelo grupo de criminosos. Um deles estava armado com uma arma de fogo, enquanto outro portava um “enforca-gato”, utilizado para estrangular. Durante a invasão, Flávio sofreu diversas agressões, foi ameaçado de morte e teve a motocicleta Honda CG Titan, além de outros pertences, levados.
Os autores ainda filmaram o homem ensanguentado e enviaram um vídeo com a frase “Olha aí” para uma das envolvidas, indicando que a ação teria sido arquitetada, que permanece como investigada.
A vítima sofreu ferimentos na cabeça durante a ação e precisou ser encaminhada para atendimento médico. As duas mulheres foram presas em flagrante e levadas à Delegacia de Plantão da Polícia Civil, onde seguem à disposição da Justiça. Os demais envolvidos já foram identificados, e diligências seguem para localizá-los.
Leia Mais
Investigação apura motivação do assalto armado
A polícia também ouviu a companheira da vítima há cerca de três anos, que admitiu ter facilitado o crime. Ela relatou sofrer agressões constantes por parte da vítima e revelou ter arquitetado o roubo junto com a outra mulher por revolta e confessou ter aberto o portão da residência antes da chegada dos autores e apagado registros de contato para ocultar a trama.
A motivação do crime ainda é investigada. A polícia não descarta a hipótese de envolvimento passional e premeditação, já que a participação da companheira da vítima teria facilitado o acesso dos criminosos à residência.
Matéria em atualização*