Homem é condenado a 24 anos de prisão pela morte de duas mulheres em Araguari
Crime ocorreu em janeiro de 2024; julgamento em júri popular durou menos de duas horas, e réu deverá pagar indenização de R$ 100 mil
Nesta quarta-feira (12), Vanderlan da Silva (37) foi condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato de duas mulheres em Araguari. O homem era ex de uma das vítimas e não aceitava o fim do relacionamento.

O julgamento, realizado em júri popular, durou menos de duas horas. Durante o processo, o acusado permaneceu em silêncio. Familiares das vítimas estiveram presentes no tribunal.
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O juiz acatou o pedido da promotoria e determinou uma indenização de R$ 100 mil a ser paga pelo réu.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu em 27 de janeiro de 2024, em Araguari. As equipes foram acionadas após o registro de um homicídio.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma vítima sem vida dentro da residência e outra gravemente ferida no meio-fio.
O Samu foi chamado e constatou o óbito.
A sobrevivente foi socorrida e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu atendimento médico, mas também não resistiu aos ferimentos.
Durante o depoimento, essa vítima relatou que o acusado era ex-companheiro da mulher que foi morta e não aceitava o fim do relacionamento. Segundo seu relato, ele fazia uso abusivo de álcool e drogas.
No dia do crime, após consumir essas substâncias, o acusado iniciou uma discussão, pegou uma faca e ameaçou a ex-companheira.
A outra mulher tentou intervir, golpeando o agressor com um pedaço de madeira, mas ele revidou com golpes de faca, atingindo seus ombros e braço.
Em seguida, atacou a ex-companheira com múltiplos golpes, causando sua morte. Após o crime, fugiu.
Equipes da Polícia Militar iniciaram buscas e localizaram o suspeito no Bairro Novo Horizonte. Ele foi preso, recebeu atendimento médico e confessou o crime.
O acusado declarou que estava exaltado e que pretendia matar ambas as vítimas.
O réu já possuía um histórico de violência contra a mulher, incluindo um registro anterior de lesão corporal em 2018. Após a prisão, foi encaminhado ao Centro de Atendimento Operacional (CAOP) e aguardou a lavratura da ocorrência pela Polícia Civil.
A perícia realizou os trabalhos no local, mas a faca utilizada não foi encontrada. A vítima ferida permaneceu em tratamento na UPA, enquanto a família aguarda justiça.