Golpe do falso corretor: veja 5 dicas para se proteger
Após a prisão de um estelionatário reincidente na cidade, Polícia Civil e CRECI reforçam orientações para garantir segurança em transações imobiliárias
-
A recente prisão de um homem de 30 anos em Uberlândia, acusado de se passar por corretor de imóveis para aplicar golpes que somam mais de R$ 1 milhão, trouxe um importante alerta para quem busca realizar o sonho da casa própria. O criminoso utilizava anúncios em redes sociais e documentos falsificados para enganar as vítimas, chegando a lucrar R$ 35 mil em uma única venda fraudulenta que realizou no bairro Luizote de Freitas.
Para evitar que novos consumidores sejam lesados, a Polícia Civil e o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG) reforçam algumas medidas de segurança que a população deve ter em mente antes de fechar um negócio.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
1. Verifique o registro do profissional e da empresa
O primeiro passo antes de qualquer conversa é confirmar se o profissional ou a imobiliária possuem registro ativo. Segundo Henrique Calixto, delegado regional do Creci/MG, “o corretor credenciado tem uma carteirinha de identificação física ou virtual. O cliente consegue verificar a validade desse documento na hora”.
Para evitar o golpe do falso corretor, verifique a veracidade da identificação de um corretor ou imobiliária:
- Acesse o site oficial crecimg.gov.br
- Vá ao menu “para a socieade” e clique em “consulta de corretores e imobiliárias”
- Indique se a pesquisa é de “profissional” ou “pessoa jurídica”
- Escolha qual o tipo de busca: número de registro, nome ou CPF/CNPJ
- Indique qual a cidade em que você está tentando comprar um imóvel
Leia Mais
2. Para quem vai o pagamento?
Segundo Henrique Calixto, o estelionatário costuma solicitar que o sinal ou o valor total da compra ou aluguel seja transferido para a sua própria conta ou de comparsas. Nessa situação, nunca transfira valores altos para contas de pessoas físicas que se dizem apenas intermediários.

É importante saber quem é o verdadeiro proprietário do imóvel que está negociando, para que o pagamento seja feito sempre para ele, ou seja, para quem é o dono legal do bem registrado em cartório.
3. Retire certidões por conta própria
A Polícia Civil de Uberlândia destacou que o criminoso apresentava certidões de imóvel adulteradas com nomes de falsos proprietários. Por isso, a indicação é que não se confie apenas nos papéis apresentados pelo vendedor ou corretor.
A orientação é que antes de assinar qualquer papel ou efetuar qualquer pagamento, que o cliente compareça pessoalmente ao Cartório de Registro de Imóveis e retire uma Certidão de Matrícula Atualizada. Nela, verá o histórico real do terreno ou casa e quem é o verdadeiro dono, sem risco de edições fraudulentas.
4. Desconfie de “oportunidades únicas” e pressa
O mercado imobiliário de Uberlândia é um dos mais aquecidos do país, e golpistas se aproveitam dessa agitação. “O estelionatário quer ter lucro e o Creci tem recebido cada vez mais denúncias semelhantes”, comenta o delegado do conselho.
Henrique Calixto destaca que preços muito abaixo da média de mercado, exigência de depósitos imediatos para “segurar o imóvel” e profissionais que evitam reuniões em locais oficiais ou imobiliárias sediadas são um sinal de alerta.
5. Busque outras referências profissionais
Com o aumento de crimes desse tipo, o perfil também tem mudado. Com receio de passar por golpes, algumas pessoas têm evitado intermediação direta com corretores e preferido negociar diretamente com as corretoras.

Segundo Guilherme Galvão, coordenador comercial de uma construtora em Uberlândia, os clientes hoje buscam referências profissionais sólidas. “O cliente precisa estar munido de informações e saber quem o está acompanhando no processo”, afirma.