Projeto Raptor: parceria entre Exército e UFG quer criar cães de guerra mais preparados para operações especiais; entenda o estudo genético por trás da renovação dos 413 animais da Força

Comando de Operações Especiais assina acordo com UFG e Funape para mapear a genética dos cães de guerra e aprimorar o Projeto Raptor

, em Uberlândia

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O Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro deu um passo decisivo para renovar sua tropa canina. A Força firmou uma parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e com a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) para colocar em prática o Projeto Raptor, plano que pretende criar uma linhagem funcional de cães de guerra voltada especificamente para operações especiais. O acordo prevê um estudo de caracterização clínica e genética de um grupo de animais, etapa considerada essencial para orientar a seleção e a reprodução dos futuros cães da corporação.

Cães de Guerra: Exército fecha parceria para estudar linhagens de animais para Projeto Raptor
Exército tem, hoje, 413 cães de guerra distribuídos em 57 organizações militares; treinamento é intensivo – Crédito: Reprodução/Exército Brasileiro

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O que está por trás do Projeto Raptor

A proposta do Projeto Raptor nasce de uma necessidade prática dentro do Exército: contar com animais cada vez mais preparados para o tipo de trabalho que exige resistência física, controle emocional e capacidade de resposta rápida diante de situações extremas. Por isso, o convênio com a UFG e a Funape concentra esforços em entender, a fundo, as características clínicas e genéticas dos cães que hoje integram a Força, de modo a identificar quais traços favorecem o desempenho em campo.

Esse tipo de estudo permite mapear, por exemplo, predisposições genéticas relacionadas à saúde, ao temperamento e à capacidade de adaptação ao treinamento intenso. Com esses dados em mãos, o Exército passa a ter subsídios científicos para planejar cruzamentos e formar, ao longo do tempo, uma geração de cães mais alinhada às exigências das Operações Especiais.

Para que servem os cães de guerra no dia a dia da tropa

Os cães de guerra, também chamados de cães de trabalho, não se limitam a uma única função dentro da rotina militar. Eles participam de resgates, atuam em cenas de crime, integram patrulhamentos e abordagens, fazem a escolta de autoridades e cargas sensíveis, auxiliam no controle de distúrbios, protegem instalações estratégicas e ainda são treinados para detectar substâncias ilícitas, explosivos e armas.

Diante de tantas atribuições, tanto o animal quanto o seu condutor passam por uma preparação específica, voltada justamente para lidar com cenários de forte pressão e estresse. Essa rotina de treinamento conjunto explica por que o vínculo entre cão e condutor costuma ser tratado como peça central do trabalho das equipes cinotécnicas.

Os números da tropa canina do Exército

Hoje, o Exército Brasileiro mantém 413 cães de guerra distribuídos por 57 organizações militares espalhadas pelo país, o que dá uma dimensão do tamanho da estrutura que o Projeto Raptor pretende qualificar ainda mais. Entre as raças mais utilizadas pela Força estão o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão, historicamente reconhecidas pela combinação de energia, obediência e faro apurado, características valorizadas nas missões de detecção e segurança.

É justamente sobre essa base já consolidada que o novo estudo genético deve atuar, buscando aperfeiçoar, geração após geração, o perfil dos animais que vestem a farda ao lado dos militares.

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