Gado furtado em Uberlândia era abatido e vendido em São Paulo

Foram cumpridos sete mandados de busca e dois de prisão preventiva em Fronteira, Uberlândia, Frutal e cidades do interior paulista

, em Uberlândia

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta segunda-feira (29), a “Operação Aprisco”, voltada ao combate de furtos e roubos de gado, em municípios do Triângulo Mineiro e no interior paulista. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais de Frutal, em parceria com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São José do Rio Preto (SP) e a unidade especializada de Uberlândia.

Gados furtados de fazendas
Gado furtado no Triângulo Mineiro era abatido em São Paulo e comercializado em Campinas – Crédito: PCMG/Divulgação

No total, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades de São José do Rio Preto (SP), Guapiaçú (SP), Nhandeara (SP), Fronteira (MG) e Uberlândia (MG). Um dos mandados de prisão foi efetivado em Frutal.

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Em junho, Minas Gerais sancionou a Lei 25.313/2025, que reforça a segurança no meio rural ao ampliar as diretrizes da Política Estadual de Segurança Pública Rural, com foco especial no enfrentamento ao  furto e roubo de animais no campo.

Gado furtado foi localizado em frigorífico de São Paulo

As investigações tiveram início após o furto de 57 novilhas registrado em 2 de abril de 2024, em Fronteira (MG). Parte do rebanho foi localizada ainda no mesmo dia em um frigorífico em Guapiaçú (SP), mas os demais animais já haviam sido abatidos. A partir desse caso, os investigadores descobriram a conexão com outros crimes similares em Uberlândia e Uberaba.

No caso de Uberlândia, os suspeitos estariam envolvidos no furto de 34 vacas em 19 de fevereiro de 2024. Os animais teriam sido levados para abate no mesmo frigorífico paulista, e a carne foi comercializada em um estabelecimento na cidade de Campinas (SP). Já em Uberaba, no dia 1º de março, os criminosos tentaram realizar um roubo semelhante, mas não conseguiram levar os animais após a carreta boiadeira atolar durante a ação.

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Operação Aprisco bloqueia bens de envolvidos

O nome “Aprisco” que significa “curral” ou “abrigo para o rebanho”, faz referência direta ao tipo de crime investigado. Apesar de nenhum objeto ilícito ter sido localizado durante as buscas, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 250 mil em bens e valores pertencentes aos investigados.

As investigações seguem em andamento, com foco na identificação de outros envolvidos e na delimitação da estrutura da organização criminosa.