Filho confessa decapitar a mãe e prepara almoço após o crime em BH

Suspeito de 27 anos foi encontrado frio e sem resistência dentro do apartamento em BH; ele teria brigado com a vítima pela posse do imóvel.

, em Uberlandia

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Decapitar a mãe e, em seguida, colocar uma carne para descongelar para preparar o almoço: foi isso que um homem de 27 anos confessou ter feito na manhã desta segunda-feira (22), dentro do apartamento onde os dois moravam, no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste de Belo Horizonte. O comportamento completamente frio do suspeito foi o que mais chocou os policiais militares que atenderam a ocorrência. 

A Polícia Civil afirmou que investiga o caso do suspeito de decapitar a mãe - Crédito: RECORD Minas/ Reprodução
A Polícia Civil afirmou que investiga o caso – Crédito: RECORD Minas/ Reprodução

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A mulher não era localizada por familiares há cerca de três dias. Preocupados com o silêncio, parentes foram até o endereço e, sem conseguir resposta à porta, acionaram a Polícia Militar. Os militares arrombaram a entrada do imóvel e depararam com o suspeito de pé, sem camisa e com as mãos erguidas. Questionado sobre a mãe, ele apontou para o cômodo onde estava o corpo.

A vítima foi encontrada com a cabeça decepada e marcas de várias perfurações provocadas por faca. A Polícia Civil informou que peritos do Instituto Médico-Legal dr. André Roquette realizarão exames no corpo após a coleta de vestígios no local.

O comportamento do suspeito ao decapitar a mãe

O sargento Gleidson Wellys da Silva, do 34º Batalhão da Polícia Militar, participou do atendimento e descreveu o estado em que encontrou o suspeito que confessou decapitar a mãe. Segundo o militar, o homem respondeu com naturalidade quando perguntado sobre a mãe, admitiu o crime e não ofereceu qualquer resistência à abordagem. “Ele estava bastante frio. A gente perguntou onde estava a mãe e ele respondeu que havia matado ela. Não demonstrou resistência e parecia ciente do que tinha feito”, relatou o sargento em entrevista à TV Record.

O policial, que acumula 20 anos de carreira, afirmou nunca ter se deparado com uma cena semelhante. Ele destacou que a combinação entre a brutalidade do ato e a frieza do suspeito logo depois foi o que mais pesou para a equipe. “O que mais chamou a atenção foi a frieza. Ele matou a mãe, a decapitou e tinha colocado uma carne para descongelar para fazer almoço. É uma situação muito difícil de entender”, disse.

Outro filho da vítima chegou ao local momentos antes da retirada do corpo. Mesmo orientado pelos policiais a não entrar no apartamento, ele insistiu em se aproximar e saiu visivelmente abalado, amparado por amigos e familiares.

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Disputa pelo imóvel pode ter motivado o crime

Vizinhos relataram à Polícia Militar que o suspeito havia retornado de Portugal, onde morava com o pai, há aproximadamente seis meses. Desde então, teria passado a discutir com a mãe sobre a posse do apartamento, afirmando ser o dono do imóvel. Segundo o sargento, moradores do prédio contaram que a vítima chegou a deixar a residência por alguns dias após uma dessas desavenças, tendo sido acolhida por conhecidos da região. Não havia, contudo, registros de violência física anterior entre os dois.

Familiares relataram ainda que o suspeito apresentaria comportamento compatível com esquizofrenia, embora nunca tenha recebido diagnóstico médico formal e não aceitasse acompanhamento psiquiátrico. Após ser detido, o homem foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens, onde permanece sob escolta policial para receber atendimento médico.

Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da perícia da Polícia Civil compareceram ao local para os levantamentos iniciais. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que as causas e circunstâncias do crime serão apuradas no decorrer das investigações.