Feminicídio em Araxá: mulher é morta em bar e companheiro tira a própria vida

Mulher foi brutalmente atacada dentro do bar do companheiro, no bairro Alvorada, após discussão entre ambos

, em Uberlândia

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Uma mulher de 45 anos foi assassinada com extrema violência pelo próprio companheiro dentro de um bar localizado na avenida Amazonas, no bairro Alvorada, em Araxá. O crime, investigado como feminicídio, causou forte comoção pela brutalidade e pelo desfecho trágico. Após atacar a vítima, o homem, de 67 anos, tirou a própria vida antes de ser contido pelas forças de segurança.

A Polícia Militar  (PM) foi acionada após um adolescente de 15 anos ouvir pedidos de socorro da mulher durante uma discussão do casal. Assustado, o jovem tentou ligar para o 190, mas não conseguiu completar a chamada. Diante da urgência, ele pediu ajuda a um mototaxista que passava pelo local, que acionou a polícia imediatamente.

Dileya tinha 45 anos de idade – Crédito: Redes sociais/Reprodução

O adolescente também registrou parte da discussão em vídeo, por meio de uma fresta da porta do estabelecimento. As imagens mostram o local com grande quantidade de sangue e indicam que vítima e agressor estavam sem roupas no momento da gravação. No registro, a mulher implora para que o companheiro poupe sua vida, pede perdão e afirma que o ama, demonstrando desespero diante da agressão. Mesmo assim, o homem desferiu diversos golpes na cabeça da vítima, que morreu ainda no local.

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Local onde aconteceu o feminicídio em Araxá.
Corpo de Bombeiros, PM e a PC foram acionados e o bar isolado para a realização dos trabalhos periciais – Crédito: Redes Sociais/Reprodução

Polícia arromba bar e encontra vítimas sem vida

Ao chegarem ao endereço, os militares encontraram o bar fechado. Por uma fresta da porta, foi possível visualizar o corpo da mulher caído no chão, já vestido, em meio a grande quantidade de sangue, além do autor ainda no interior do estabelecimento. Diante da gravidade da situação, as saídas foram imediatamente cercadas e a equipe arrombou a porta para acessar o local.

A vítima já estava sem sinais vitais. O agressor apresentava ferimentos graves no pescoço, provocados por ele mesmo. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado, mas, ao acessar o local, confirmou a morte de ambos. A movimentação foi registrada pela população;

Feminicídio em Araxá expõe ataque

Segundo informações apuradas pelas autoridades, a mulher sofreu vários golpes na cabeça, causados por um martelo e uma barra de ferro, o que provocou afundamento de crânio e intensa perda de sangue. A perícia técnica recolheu os objetos usados no crime e realizou os procedimentos legais.

Após matar a companheira, o homem teria cortado o próprio pescoço com uma faca, atingindo a região da jugular. A dinâmica exata ainda será confirmada após os exames periciais.

Histórico de conflitos e investigação

De acordo com relatos colhidos pela polícia, brigas e discussões entre o casal eram frequentes, e a motivação mais provável do crime seria ciúmes, possivelmente associados ao consumo de bebida alcoólica. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esteve no local e iniciou a investigação para esclarecer todas as circunstâncias do feminicídio em Araxá.

Após a perícia, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) do município. A PC informou que exames técnicos irão confirmar oficialmente a dinâmica dos fatos.

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Feminicídio é crime!

Casos como este escancaram a gravidade da violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio é tipificado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica, discriminação de gênero ou relação de poder, conforme estabelece a Lei nº 13.104/2015, que neste ano completou uma década.

Desde a criação da legislação, o país já registrou mais de 11 mil feminicídios, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça, evidenciando que, apesar das punições mais severas, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão, o crime segue como um dos maiores desafios da segurança pública.

Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda pelo Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa, em todo o Brasil.