Duas mulheres são presas com canetas emagrecedoras ilegais em Uberlândia

Operação Dose Clandestina apreendeu medicamentos trazidos do Paraguai no valor de R$ 200 mil; Anvisa alerta para riscos e reforça que uso exige prescrição médica e produto regularizado

, em Uberlândia

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Duas mulheres, de 28 e 35 anos, foram presas em flagrante nesta quarta-feira (4), em Uberlândia, suspeitas de comercializar canetas emagrecedoras ilegais. A ação fez parte da Operação Dose Clandestina, deflagrada pela Receita Federal com apoio da Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais.

Segundo a Receita Federal, as investigadas buscavam os produtos no Paraguai e revendiam em Uberlândia e em outras regiões do país, utilizando os Correios para distribuição. Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente R$ 200 mil em medicamentos, além do veículo utilizado na atividade.

Uma das mulheres presas em flagrante é suspeita de comercializar ilegalmente medicamentos trazidos do Paraguai para revenda em Uberlândia – Crédito: Receita Federal/Reprodução

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De acordo com o órgão, os produtos são proibidos no Brasil sem a devida regularização sanitária e controle de procedência. A importação e comercialização irregular de medicamentos configuram crime e representam risco direto à saúde pública.

Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, avaliados em cerca de R$ 200 mil, foram apreendidos durante a Operação Dose Clandestina em Uberlândia – Crédito: PMMG/Reprodução

Prisão e investigação

As duas mulheres foram encaminhadas à autoridade policial para os procedimentos legais. Elas podem responder por crimes como contrabando e comércio irregular de medicamentos.

A Receita Federal destacou que a Operação Dose Clandestina reafirma o compromisso dos órgãos de fiscalização no combate à entrada e circulação de produtos ilegais no país, protegendo a saúde da população e o comércio regular.

O que diz a Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que medicamentos à base de substâncias como semaglutida e liraglutida, popularmente chamadas de “canetas emagrecedoras”, só podem ser comercializados no Brasil com registro sanitário válido, prescrição médica e retenção de receita, conforme a categoria do fármaco.

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A agência alerta que produtos trazidos ilegalmente do exterior não passam por controle de qualidade, armazenamento adequado ou verificação de autenticidade, podendo estar adulterados, vencidos ou armazenados em condições inadequadas de temperatura. O uso dessas substâncias sem acompanhamento médico pode causar efeitos adversos como náuseas intensas, vômitos, alterações gastrointestinais, hipoglicemia e, em casos mais graves, complicações pancreáticas.

A Anvisa também esclarece que a importação de medicamentos por pessoa física só é permitida em situações específicas, com documentação médica e autorização sanitária, não sendo permitido o comércio ou revenda desses produtos.

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Forma correta de uso

As chamadas canetas emagrecedoras são indicadas, originalmente, para tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, obesidade, conforme critérios clínicos definidos por médico. O uso correto envolve:

  • Prescrição médica individualizada
  • Aquisição em farmácias regularizadas
  • Armazenamento sob refrigeração, quando exigido pelo fabricante
  • Aplicação subcutânea conforme orientação profissional
  • Monitoramento periódico de efeitos colaterais e evolução clínica

Especialistas alertam que a utilização com finalidade exclusivamente estética, sem indicação formal, aumenta os riscos à saúde e pode mascarar problemas metabólicos subjacentes.